terça-feira, março 20, 2007

na esperança de ouvir um obrigado

no fim de cada separação, pedia a factura.

o último comunista

farto de esperar, pegou no martelo e foice.

3 dias depois

e ainda não vi o golo do tello.

ando há dois dias a tentar um trocadilho com aquilo

mas só me apetece dizer que houve ali umas directas extraordinárias.

e que vou votar em óbidos nas maravilhas de portugal.

segunda-feira, março 19, 2007

perfeito perfeito ©

era ter álcool e ser sagres.

hoje é dia do pai

pôr dinheiro na conta.

cu-cu

moral desta pequena história:

mete-se o cu no assento mas não se mete o acento no cu.

quinta-feira, março 15, 2007

antropologia forense

Don’t you wanna come with me?
Don’t you wanna feel my bones
on your bones?
(The Killers)

quarta-feira, março 14, 2007

a gente

pensa que diz certo mas certamente
está errado ou então somente
não diz a verdade acertadamente
e fica p'ra ali, ao pé da gente.

calado, como um rato ele come rata
diz que é bom e não se farta
enfartada fica a gente
farta de ser diligente
por entre as falas do contente
porque quem cala consente.

e depois vem a vergonha
esconde-se atrás da gente
à espera que o sol se ponha
ou então que mude a corrente.

tu-tu-tu, queixa-se sempre o tatu
eu não quero fazer isso fá-lo tu
ou deixa pro teu filho qué moço rijo
que eu cá já não m'aflijo.

e se morrer morro contente
e se for volto certamente
nem que seja só p'ra dar
mais pontapés no cu da gente.

sob, o efeito, de,

pega no estantarte, está ali atrás da estante, vem ver arte, faz-te importante, parte e reparte, não fiques à parte, não sejas parvo, come o pargo, e o espadarte, com esparguete, mais a omelete, que fez a ti suzete, que é bem boa, e lê pessoa, mais o eça, vamos nessa, bem depressa, come e cala, que até estrala, estrala o ovo, faz-te novo, e delirante, pois portante, bamo lá, dá-me a pá, cava a cova, dá-me a escova, parte um dente, passa o pente, impotente, ai dói tanto, o entretanto, fica à espera, da galera, vem com pressa, o coveiro, quer fazer o seu trabalho, chega antes, do padeiro, paneleiro, era óbvio, um caralho, não vou pôr, o sol na eira, brincadeira, o cavalo, de madeira, foi a tróia, ganda nóia©, o jibóia, não tá bo(i)a, a girafa, de foz côa, faz óó, ao relento, realmento, não há medo, nem tens cú, gabiru, quem és tu, se não sabes, imaginas, as vaginas, purpurinas, das meninas, dos teus olhos, tens aos molhos, alecrim, por que choras, já são horas, oito e tal, é carnaval, não jaz mal, mas faz malvas, e ressalvas, esquece a vírgula não te salvas, não te safas, tás cansado, acossado, preocupado, ai dói tanto, outra vez, então não vês, que a cerveja, teve inveja, foi a beja, não voltou, nem ficou, ninguém sabe, não te babes, vê as babes, vê se bebes, e engoles, chuta à baliza, mete uns goles, se já está lisa, não enroles, não duvides, das pevides, melancia, dá o baço e a bacia, eu sabia, bem dizia, porcaria, cheiras mal, nem tens faro, eu reparo, está estragado, este gado, sé é bovino, ou menino, tanto faz, não faz nada, compra tudo, o dinheiro, paneleiro, p'rós coçar, dia inteiro, na retoma, ora toma, vai p'ra casa, fica em coma, (fim),

terça-feira, março 13, 2007

deve ser da TLEBS

a bebé raptada há um ano apareceu? apareceu. ainda é filha da mesma mãe? é. o director do hospital de penafiel local do crime deu uma conferência de imprensa? deu. e como é que o repórter da rtp enviado ao local a resumiu? assim:

"o director do hospital de penafiel disse muita coisa mas pode-se resumir numa palavra: emoção, alegria, satisfação. foram estes os adjectivos utilizados para exprimir o que sentia."

assim, sim.

microshit

o maricas do meu computador fez uma actualização não sei de quê e agora sempre que o inicio diz-me que posso estar a ser alvo de pirataria porque a minha versão do windows não é uma cópia genuína.

além do transtorno que constitui fechar 3 ou 4 janelas de avisos antes de poder começar a jogar solitário spider, acho a brincadeira um ataque insultuoso, pessoal e até à minha pessoa. a minha cópia do windows é completamente genuína. até porque fui eu que a copiei. palhaço.

preconceitos

eu sou é contra o sexo depois do casamento. quer dizer, não sou bem contra. mas um gajo come tanto que depois enjoa.

domingo, março 11, 2007

agora é que há mesmo dois tipos de pessoas

os que preferem putas e vinho verde. e os que se contentam com strippers e champanhe.

[adenda à atenção dos senhores doutores sociólogos: é esta a grande diferença entre litoral e interior, ruralidade e urbe, província e metrópole, and so on. e uma excelente tese de doutoramento, quer-me parecer.]

jazz again

estava às portas da morte. tocou. mas a morte não abriu.
amanhã tenta outra vez. mesmo sabendo que amanhã pode ser tarde demais.

aqui jazz

antes de se deitar confortavelmente no caixão que lhe havia sido destinado, repetiu pela última vez a sua frase preferida.
"vou-me embora que a minha vida não é isto."

tudo muda

e um vidro é um espelho que ainda não sofreu metamorfose.

sexy time©

o seu sonho era fazer uma roadtrip pelos estados unidos.
começar na califode-a e depois ir ao ohio do cú.

e mais isto.

abri o blogger só para dizer isto

ficar em casa sozinho num sábado à noite faz tanto sentido como meter um cego num museu.

sábado, março 10, 2007

Breath

Oh, tonight began with anything.
Shaft of a light. A warm breath and a scream.
Ah, yeah.
Oh, tamper if you like between the doors.
Oh yeah. Huh. Huh.
Oh, can't expect to go out, to go out with anything, anything more.
Oh reach the door.

A breath and a...Oh reach the door.
And a la la la la yeah.
Life ain't what it's worth.
A breath and a... Oh reach the door.

All these reaching hands out grabbing things.
Grabbing me.
Day in day out accumulating.
Ah yeah. Whoa.
I suggest you step out on your porch.
Oh yeah. Huh. huh. Huh huh, yeah.

Run away my son. See it all. Oh see the world.

Oh reach the door.
A breath and a... Oh reach the door.
Oha and a la la la la yeah.
Life ain't what it's worth.
A breath and a... Oh reach the door.

Come. Here it comes. There it goes.
When it comes.Where it goes. Where it comes.
Can't see through the faith.
Woah. Ooh.
Come. Here it comes. There it goes.
Grasp what you can.

Don't you know there's something inside your head, yeah.
Oh, if I knew where it was I would take you there
but there's much more than this.

Ooh. Whoa, much more than this.
Woh see the world.
Much more than...
Oh, much more than. Why?

[Pearl Jam, Breath]

you gotta remember

"we don't ever stop to breathe anymore... you gotta remember to breathe or you'll die..."


[roubado pela calada da noite daqui]

quarta-feira, março 07, 2007

a religião explicada às crianças

há um gajo que é o manda-chuva. e depois há os dez manda-ventos.

em jeito de queixume, um provinciano regista

a oferta cultural em lisboa (comparada com o resto do país) é inversamente proporcional aos locais e oportunidades para jogar à bola.

ironia

os pais do professor sobrinho simões serem ambos filhos únicos.

pequenos diálogos

- atão, mas o que percebes tu de cona?
- eh pá, não ando muito dentro do assunto.

sensibilização com sensibilidade

as campanhas das comissões de luta contra a sida, das abraços e outras inutilidades afins só verão algum sucesso quando o slogan for:

preservativos. são do caralho.

terça-feira, março 06, 2007

frases desfeitas #14

[fraquinha, que o estudo não deixa mais]

no melhor piano cai a nota.

no grande confronto entre portugueses na champions

o miguel e o hugo viana ganharam ao figo.

eh pá, tás mais alto!

a estatura de um cadáver fresco é, em média, cerca de 2 cm maior do que a do mesmo indivíduo vivo.

segunda-feira, março 05, 2007

escribo sólo por matar las tardes,
por no ponerme a desahacer maletas,
por no arrastrarme por las estaciones,

por no andar, como el rey de los cobardes,
mustio, con um ramito de violetas,
en el sepelio de las decepciones.


[joaquin sabina]

em braga preparava-se uma festa.
mas devido a uma praga, aconteceu uma desinfestação.

pontos de vista

os pearl jam, lá para o fim do riot act, dizem:
don't see some men as half empty
see them half full of shit


o woody allen, lá para o meio do scoop, diz:
no. i always see the glass half full. of poison.


[eu continuo a nunca ver o copo meio cheio ou meio vazio. bebo-o sempre todo.]

títulos que enganam

até há uns tempos só lia mortos. nietzsche, neruda, pessoa, tolstoi, wilde, twain, saramago.
agora vou a meio do rothiano animal moribundo e ainda não houve uma única referência ao ribeiro e castro.

[ok, não vou a meio mas está há duas semanas ao lado da cama. mas se o dissesse a frase perderia o sentido.]

porque cada país tem o al gore que merece

recalcamento

tinha quatro, cinco, seis anos. por aí. os meus pais tinham uma carrinha volkswagen passat de um verde cujo mau gosto não era nada duvidoso. não me lembro de muito, mas lembro-me de viagens entre lisboa e beja demorarem horas intermináveis. lembro-me de fixar uma estrela e tentar segui-la no céu escuro. lembro-me da emoção que eram as luzes da ponte 25 de abril e do barulho que fazia se fossemos naquela faixa que não é de alcatrão. mas acima de tudo lembro-me que havia uma cassete. uma cassete preta e laranja que rodava sem parar durante toda a viagem. e a cassete preta e laranja cantava músicas do zeca afonso. não fazia a mínima idéia de quem era o zeca afonso, mas lembro-me do vila faia, do minha mãe quando eu morrer, do venham que eu não vou só, do samacaio deu à costa. não sei porquê. mas lembro-me que gostava daquilo. pouco depois a carrinha volkswagen passat verde transformou-se num seat ibiza preto. não sei em que se terá transformado aquela cassete preta e laranja mas sei que só voltei a ouvir aquelas músicas talvez com o dobro da idade, já sob a forma de compact disc. e só mais tarde percebi o quanto queriam dizer.

e até prova em contrário - que ainda não surgiu passados quase vinte anos - a vida não passa disso mesmo. uma velha e feia passat verde com uma cassete do zeca afonso.

só mais um bocadinho.

que pasa?

nada. absolutamente nada. mas apetece-me mandar ali o shrekolate mais para baixo.

sexta-feira, março 02, 2007

chocolate

o sábio

o sábio sabia aquilo que os outros não sabiam. mas o que o sábio queria saber era aquilo que os outros sabiam. e isso o sábio não sabia.

quinta-feira, março 01, 2007

frases desfeitas #13

[ironicamente auto-biográfica]

muita farra e pouca vulva.

post palermo

está enfermo, o estafermo.

este post é apenas uma desculpa para escrever: há dois tipos de pessoas

e há dois tipos de pessoas. uns e os outros.

em come-o

um dos melhores escribas da bloga (que sem saber é o my own private crítico literário) faz-nos acompanhar leituras de arregalar a vista com uma selecção musical na barra da direita que é de um bom gosto disparatado. pensem em 10 das vossas bandas preferidas e elas estão lá. pensem em 20 e estarão também.
45 + 10 escolhas de bandas/intérpretes que bem misturadas roçam a perfeição sob a forma de décibeis.
só porque me apetece vou atirar ao ar as 10 que mais me enchem o coração dos ouvidos.
pearl jam, nick cave, placebo, radiohead, smashing pumpkins, sonic youth, pixies, ramones, lou reed. por honra ao ausente mestre dylan afinal só digo 9. mas ide lá e comprovai.
um dia quando for grande conseguirei erguer os tijolos htmlianos que me permitam construir uma jukebox daquelas. por enquanto, quedo-me por um sincero: obrigado, andré.

fora o bom gosto e literário e musical equivalente nas artes futeboleiras. enfim, ninguém é perfeito.

tiroliroliro











tiroliroló

gregor samsa triple x

starring in

mete, amor. fode.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

rearviewmirror


exercício de mediocridade #5

(a roçar a mesquinhez)

os talibãs desiludiram-me.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

momento maricas do dia

fui correr para o parque das nações. cruzei-me com o joão gil. não lhe falei porque obviamente não quero que ninguém saiba que fui correr para o parque das nações.

auto-biografia não autorizada #4

num certo dia de má memória, comprei um cd dos scorpions. já era maior de 18.

mas se calhar adormecer ao volante é capaz de fazer dói-dói, não?

"o paracetamol não interfere com a capacidade de condução ou utilização de máquinas. no entanto, deve ter-se em consideração que durante o tratamento com paracetamol podem ser observados como efeitos secundários sonolência ligeira e vertigens."
(in bula do ben-u-ron)

contrariando meio mundo

tenho a dizer que aquela fantochada que se passou ali no teatro da kodak não teve jeito nenhum.

primeiro porque a apresentadora passou a noite a lembrar-me como tinha sido refrescante o humor ácido do jon stewart no ano passado. não é que tenha estado mal, mas não marcou a diferença que devia. não fica para a história por isso deve lá voltar para o ano.
segundo porque depois de dois ou três anos a dar os óscares a quem merece lá voltou a lei das compensações para o scorcese não chorar outra vez. venceu pelo cansaço. e se o querem compensar têm que lhe dar o óscar por mais alguns anos mesmo que o homem não faça filme nenhum. estão a dever-lhe, contas por alto, cinco ou seis óscares. não esquecer que, como medida de retaliação, o senhor já tinha feito o pior e mais entediante (e mais difícil de suportar num cinema) filme da década, o aviador. por isso se calhar até já estávamos todos quites.
e principalmente porque ganhou o departed. e o pior não é ter ganho o departed. a questão é que o departed ganhou porque os americanos não perdoaram o clint por o lado japonês ser (propositadamente, arrisco) um melhor filme do que o lado americano. e porque não iam dar (ainda) o óscar ao mexicano. se bem me lembro o babel (para além da incomunicabilidade e do mosaico) goza descaradamente com o histerismo americano face ao terrorismo. e quer-me parecer que isso não é muito apelativo aos senhores velhotes da academia. digo eu.
os momentos musicais da cerimónia foram, e não há maneira simpática de o dizer, uma seca.
e depois o al gore, já me esquecia. mais o hipocrisismo reinante por todos os pseudopreocupados pelo nosso planeta. mais a accção de campanha ideal que lhe caiu no colo.

enfim, uma lástima. ao nível daquela inenarrável madrugada em que deram os prémios todos e mais alguns que não existiam ao ex-badocha do señor de los anillos.


conclusão:
temos que ser todos amigos do ambiente.
para o ano, por favor, seinfeld ou alguém com piada a apresentar aquilo.
enquanto me lembrar vou voltar a dizer que para o ano não vejo. provavelmente esqueço-me antes do verão.
o clint não ganhar o que quer que seja é injusto. sob qualquer prisma.
vota hilary.



ah, as mamas da beyoncé salvaram a noite.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

what i've got

i've got nothing to say
i've got nothing to say
i've got nothing to say
i've got nothing to say
i've got nothing to give
got no reason to live
but I will fight to survive
i've got nothing to hide
wish I wasn't so shy
(The Strokes)

um protesto / uma desilusão

são quatro da manhã e ainda não ouvi a expressão:
estatuetas douradas

uma seca

um gajo percebe que as cerimónias anteriores dos óscares afinal não foram sempre assim tão más quando ouve a céline dion aos gritos.

domingo, fevereiro 25, 2007

não resisti









sábado, fevereiro 24, 2007

mental server error

post disfarçado de insulto a dois gajos chatos comó diabo.


sexta-feira, fevereiro 23, 2007

os filhos da madrugada vinham em sentido contrário lá prós baixos de um jardim. e aqueles que ficaram mesmo ali ao pé de lagos. venham mais cinco que eles comem tudo. em cada rosto um amigo, trá-lo contigo também. quando um homem se põe a pensar, só se lembra dos caminhos velhos. minha mãe quando eu morrer, venham altas montanhas que eu não vou só. maior que o pensamento, o povo é quem mais ordena. e eu não sei como se chama, ó vila morena, ó maduro maio. (continua. continua sempre.)

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

está bem que deus criou a mulher.

mas é cada vez mais certo que quem criou deus foi um homem.

palavra

leituras insones e a eterna reflexão de por que escrever.

o farol do sorriso que se acende ao ler que saramago é um coitadinho. não sabe o que diz nem diz o que escreve. quando tiveres algo para dizer, escreve. quando não tiveres nada para dizer, escreve ainda mais. que é essa a escrita livre, a verdadeira e única escrita que interessa nas veias de quem ergue a pena e a escrita que tropeça nos corredores da mente de quem lê. a escrita sem o preconceito do discurso, sem a pretensão da verdade a ser lida.

e que sim, que renard é que sabe. e que vergílio acaba com a discussão quando diz que escreve sem razão. todas as razões para escrever são apenas não-razões. e de todas as não-razões para escrever, a nossa é a mais válida de todas. e talvez por isso, azia, os poetas continuem a cagar (lá do seu alto) na décima musa.

a minha não-razão? disse-a sepúlveda há uns anos.
"escrevo porque tenho memória e a cultivo escrevendo..." (...) "a palavra escrita é o maior e mais invulnerável dos refúgios, porque as suas pedras são ligadas pela argamassa da memória."

e soube hoje que ganhou mais força ainda às custas do nobel. escreverei sempre que não tenha nada para dizer. e quando não me sobrarem mais nadas para dizer, escreverei sobre isso. com a força com que se luta contra a amnésia. e sem razão nenhuma.

tempo cá dentro

faltas-me tudo.

tempo lá fora

'tá de chuva.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

rescaldo

não faria mais sentido a quarta-feira de cinzas vir a seguir a cada terça-feira de Verão?

há xisto

"o chelsea mantém a estrutura granítica no meio campo."

um sincero obrigado ao basáltico luis freitas lobo, por me fazer perceber que o importante não são os golos (nem fazer coisas bonitas©). no fundo o futebol é apenas uma questão de quartzo, feldspato e mica.

rocky, rocky, rocky

como já tudo foi dito sobre o rocky, não me vou alongar. poderia dizer que é uma bonita lição de vida. poderia dizer que acho que é uma metáfora do rocky enquanto stallone (ou do stallone enquanto rocky). que a hipótese de um último combate da personagem balboa é um grito de revolta do actor (ou do cineasta) sylvester. que a tentativa é mais importante do que o resultado. que a amargura das recordações do passado é a força para continuar a sonhar. que este é o desfecho que faltava à história do mítico e (agora mais do que nunca) eterno rocky, o encerrar perfeito do círculo ficcional da mais imponente figura do imaginário de muitas gerações. que já todos fomos o rocky no cimo daquelas escadas. e que foi o rocky que nos levou com ele. e que agora nos diz: já podem ficar aqui sem mim. o cimo das escadas é vosso. posso ir em paz. e nós lhe respondemos: vai. podes ir. estarás sempre aqui.

poderia até dizer que a frase que define o filme: "it ain't how hard you hit; it's about how hard you can get hit, and keep moving forward. how much you can take, and keep moving forward" é a frase que define uma vida.


mas vou apenas dizer que, assim como os grandes filmes de boxe, não tem nada a ver com boxe.

só para avisar

o filme "em busca da felicidade" é o filme mais triste do ano.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

vergonha #2

beber é uma necessidade que, só por vergonha, o meu corpo transformou num vício.

vergonha #1

comer é um vício que, só por vergonha, o meu corpo transformou numa necessidade.

o problema

(Paulo Ferreira)

só uma dúvida rapidinha

loulé, ovar e torres vedras existem no resto do ano?

domingo, fevereiro 18, 2007

o vídeo de baixo é um género de prenda de carnaval. mantem-se até terça-feira, dia de entrudo. esta época é do mais ignóbil possível, por isso não vai ter direito a piada brejeira de cariz ordinário-sexual com as palavras entrudo ou serpentina. nem sequer com o poético adjectivo foliona, que não rima com nada.

sábado, fevereiro 17, 2007

life is life

yeastie girls

we are the yeastie girls
and we have the yeast power
we don't shave our skin
and we don't take shower.

we don't say thank you
and we don't say please
we put things in our vaginas
that you wouldn't believe.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

sequência matemática

gravar um dueto, rezar um terço e alugar um quarto.

um dia destes

um dia destes troco de roupa, faço obras em casa, compro um candeeiro, mudo de casa, roubo uma rosa, compro flores, compro dois bilhetes, apanho o comboio, páro no fim do outro mundo, roubo uma estrela, mudo de cidade, espero por ti, volto a casa, vejo o lado feliz do mundo, rogo uma praga, acendo um cigarro, bebo duas minis, mudo de emprego, corro a maratona, vou a paris, faço-te feliz, brinco com uma bola, acerto no totobola, escrevo um blogue, esqueço o desespero, seco as lágrimas, leio um livro, vejo um filme, oiço um disco, tomo um café, bebo outra mini, compro um espelho e vejo-me sorrir. mas hoje não, que está frio.

estar de vela

fiquei a saber há um par de dias que na gíria da enfermagem é utilizada a expressão "estar de vela" para aqueles dias em que o serviço foi durante a noite e acaba de manhã.
deduzo que estar de vela signifique o estado de semi-letargia em que não se trabalha mas também não se dorme, o estado de pós-actividade e pré-qualquer coisa não muito definida, uma espécie de trânsito entre o dia de ontem e a vida de amanhã, ser refém de um sono adiado, escravo de uma mente letárgica, cansada, confusa, cujas ordens incoerentes o corpo disforme teima em não acatar.

percebo agora que estou de vela interruptamente há mais de uma década. o que dá sensivelmente metade da minha existência.

esclarecimento

um amigo pergunta-me algures num comentário lá para baixo em que momento do dia é que me lembro destas coisas. assumindo que por estas coisas queres dizer o que escrevo, poder-te-ia dizer que são rasgos momentâneos de pura parvoíce. por outro lado, e constatando a qualidade dos escritos, será fácil deduzir que virão à tona do mar das idéias durante a mais ou menos breve estada sentado de frente para a banheira, num momento de resposta aos pedidos dos reféns do intestino que se querem à força libertar. porém, e por respeito à verdade, dir-te-ei apenas que, dado o estado de demência em que me encontro há anos, a questão certa a colocar é: em que momentos do dia é que não me lembro destas coisas?

a outra frase da semana

a ciência é uma puta caprichosa. (dita por mim a precisar de duas minis)

a frase da semana

"lisboa é mesmo uma rameira" (dita por um amigo a precisar de uma mini)

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

a história vista só com um olho*

do progama da dra maria elisa:

- d. afonso henriques foi o melhor primeiro rei de portugal.
- álvaro cunhal tinha muito jeito para a pintura.
- o salazar foi bonzinho.
- o aristides foi um gajo que deu muitos autógrafos.


*e ainda não estou a falar do camões.

piadola (com um dia de atraso)

happy ballantines day

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

referendo, votos, 600 mil

a todos os interessados, ide ler isto. ide.

auto-biografia não autorizada #3

detesto kiwis.

dúvida metabloguística

depois do supercitado, superparticipado e superlinkado concurso de melhores blogues e bloggers de 2006, mais alguém continuou a ler o geração-rasca?

o meu espelho

até o meu espelho tem vergonha do que vê quando olha para mim.

imbecil

não seria mais honesto chamar-lhe dia das namoradas?

disclaimer

claimer.

(peço desculpa)

terça-feira, fevereiro 13, 2007

grau 0 na escala de rixetâr

lamento desiludir várias famílias mas não senti a revolta de deus vosso senhor pelos 59%. nada. nem um abanãozito. nem um fraquejar de pernas. nem algo parecido com aquele arrepiozito na espinha depois do primeiro xixi da manhã. nada.

junho, 8 e 9 de










talvez o mais próximo que estarei de experimentar orgasmos múltiplos.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

um sincero desejo

não se fala mais nisso, bem?

sejamos justos

o sim fez uma campanha séria e enfadonha, focada na despenalização. não houve barrigas mandadas por ninguém, gritaria no meio da rua. nada. a ana drago viu-se pouco e ouviu-se ainda menos. uma seca, portanto. até o único momento realmente engraçado foi uma resposta ao vídeo do outro lado.

foi o não que proporcionou excelentes momentos de humor. tantos, tantos que são inlincáveis sob risco de colapsar o technorati. fez rir todos os dias por volta das 19h quando ao fim do dia a mente pedia uma boa piada. argumentou, por assim dizer, com pérolas semânticas dignas de um woody allen, com idéias entre o ridículo de uns monty python e uma misteriosa e ténue relação com o debate dignas de um lynch. procurou confundir e atordoar o enredo com a mestria de um fellini. usou e abusou da violência verbal à boa maneira do mel gibson. no rescaldo dos resultados congratulou-se com a abstenção, significado de que os portugueses não querem que a lei mude, o que só poderia lembrar a alguém inspirado no borat. enfim, foi um fartote. que merece a maior das ovações.

mas acima de tudo isto, os maiores respeitos e torso curvado perante a lição de humildade, elevação e democracia na hora da aceitação do resultado.
bem hajam.

domingo, fevereiro 11, 2007

a grande decisão do dia

boxers largos ou daqueles justos e apertados?

sábado, fevereiro 10, 2007

ah bom

- atão comadre, foi à missa?
- fui, fui. e o senhor padre disse para ir votar não.
- atão e a missa foi boa?
- foi, foi.
- atão e o senhor padre falou do quê?
- ah, isso não percebi.

declaração de voto

prefiro a vaca que te abortou
do que a puta que te pariu.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

parvoíce geográfica

todos os dias ela pede-lhe um café ao Balcã. e ele Sérvia.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

frases desfeitas #12

foram-se os alfredos, ficaram os manéis.

é público

sou um anónimo chamado João.