quarta-feira, julho 11, 2007

da série: grandes questões sempre pertinentes

a quantos estamos hoje?

auto-biografia não autorizada #7

sobranceria. arrogância. cinismo.
e fiquemo-nos por aqui. o resto são defeitos.

just do it

auto-biografia não autorizada #6

já consegui reduzir para 4 cafés por dia.

tributo

é com alguma surpresa, confesso, que encontro nas páginas 4 e 5 do caderno 2 do público de hoje (ontem, 10/07/07), uma reportagem sobre o "último colector de plantas de portugal". aproveito a oportunidade para prestar um sentido tributo ao senhor Arménio (vénia), o homem que ajudou muitas pobres almas a passar a essa interessantíssima cadeira que dava (não sei se ainda dá, ou os bolognistas lhe trocaram o nome) pelo nome de plantas vasculares. o senhor Arménio merece uma estátua, e não menos do que isso, ao lado do busto do brotero, ou - já agora - em local visível do Jardim Botânico de Coimbra.

terça-feira, julho 10, 2007

murais da história

nunca há uma benzodiazepina à mão quando precisamos dela.

ao mentir aumentou o tamanho, o tacanho. indecente, não se sente. fique em pé de cabra, mas não abra. só quem salta é que cai, ai ai. que me dói, mas que dor-mente, o demente.

segunda-feira, julho 09, 2007


exposição pedro vieira. clicai na imagem para assentar as coordenadas e metei-vos a caminho.

adenda: ou se calhar é melhor não se meterem já a caminho. mas fica à vossa consideração.

domingo, julho 08, 2007

o chefe de culinária em viagem

fez-se a hora de embalar a trouxa de ovos e zarpar.

sábado, julho 07, 2007

and not warm enough

ninguém diria mas roubei esta imagem daqui.

ser a favor do aquecimento global

imagem obviamente roubada daqui.

frade lento

Parece que hoje há aí não sei o quê que se auto-intitula "7 Maravilhas do Mundo", mas não está lá o golo do Maradona.


Dizem-me que também há as "7 maravilhas de Portugal", deduzo que seja o nome de um programa de humor.

despreços

Concordo com cada palavra do que tu dizes. Mas com uma de cada vez. Quando as juntas só dizes merda.

sexta-feira, julho 06, 2007

despromoções (reprise)

por outro lado os olhos da cara não são assim tão caros. se pagarmos com o outro há sempre o iva de dois tostões.

despromoções

alguém me sabe dizer a quanto é que está a chuva?

tenho que parar com isto é só mais uma das pequenas promessas com que nos vamos repetidamente enganando. e repetimos uma e outra vez. sempre baixinho, na esperança de que ninguém nos oiça. outra recorrente, o amanhã é que é. repete-se a cada hoje acabado. baixinho, na esperança de que alguém nos oiça.

frases desfeitas #21

pela foca corre o peixe.

- querido, já estou com o corpo perfeito?
- depende.
- depende de quê?
- se daqui a três meses tivermos um filho, sim.

ouvir os mestres

A mega discussão blogosférica sobre sexo anal tem sido (foi?) muito gira.
Mas ainda não vi ninguém citar o poeta Tomás Taveira.


Nota que me surgiu entretanto: a partir de que idade é que os petizes de hoje não perceberiam a frase em todo o seu alcance e já estariam neste momento a googlar "poeta Tomás Taveira"?

sbsr #3 - a análise possível

anselmo ralph - anselmo who?

micro audio waves
- não deu para aquecer.

x-wife
- o puto faz-se.

the gossip
- quilos e talento muito mal distribuídos. a gorda do vozeirão que se ouvia em alcochete terá um futuro melhor quando deixar de ser acompanhada por uma guitarra e uma bateria ainda piores que os white stripes.

tv on the radio
- pura energia. numa amálgama (palavra que passarei a utilizar mais amiúde) de ritmos nem sempre fácil de conciliar. e o vocalista tem um tique esquisito com a mão que não segura o microfone - a esquerda - assim como quem está ineterruptamente (ou interruptamente? não sei.) a enxotar moscas.

scissor sisters
- time to dance again. ritmo, gritos e libertinagem. ela disse "mostrem as mamas" (quase em português). ele mostrou o rabo. escusado.

interpol
- a justificar aquelas quatro letrinhas que dão o último nome ao festival. apesar do cabelo à cascais do vocalista e do handicap que é ver só com um olho de cada vez que o mesmo hair style acarreta, rock do puro. sem surpresa o melhor guitarrista do festival (não vi metallica). e talvez o melhor concerto. talvez. vou ali discutir um bocadinho comigo próprio para me decidir, porque até agora - e são 3 da manhã - estão ex-aequo com arcade fire*. mas não sobrevivo muito tempo com esta dúvida. depois aviso.

underworld
- lá ao fundo. on my way back home. eu poderia começar a disparatar por que diabos contratam os underworld para fechar depois dos interpol. ou por que diabos (será pelos mesmos?) contratam os underworld para um suposto rock. mas depois os senhores da organização dir-me-iam que assim ficam com um dia mais eclético (eufemismo para: nós queremos é encher isto com muita gente diferente e fazer muito dinheiro. tá calado, pá!) e eu teria de me calar.


* espero que este senhor não me oiça a dizer isto.

quinta-feira, julho 05, 2007

sbsr #2 - a análise possível

mundo cão - mãe, já está tudo amorfinado? sim, filho. tudo amorfinado. poesia ao serviço da música. e vice-versa. um crime actuarem antes de uns gajos chamados linda martini. um dos guitarristas era de uma extravagância forçada e escusada. o outro era o bom.

linda martini
- um crime actuarem uns gajos chamados linda martini. linda martini é mau. linda martini é uma das piores bandas que conheço ao vivo. não gosto dos linda martini. também não me apetece explicar. caguei para os linda martini.

clap your hands say yeah
- porque todos os festivais têm que ter uma desilusão. a expectativa era boa mas o vocalista apresenta-se-me num festival com calças brancas e sem chama. uma voz a querer imitar o brian molko em dias de chuva. começaram fraquinhos fraquinhos. com o passar do tempo lá se foram soltando e ficando melhor. mais meia-horinha e se calhar até tinham conseguido dar um concerto mais ou menos. clap your hands tudo bem mas not yet.

maximo park
- porque todos os festivais têm que ter uma surpresa. lei das compensações e esta veio logo a seguir à desilusão. mental note: a seguir com atenção.

jesus and mary chain
- isto sim, é malta do rock a sério. do rock à antiga. malta que não fala com o público mas que diz ao gajo da mesa de som: vai lá jantar que a malta aguenta-se. e fica aqui com um feedback até alcochete e uma distorção que até agoniza.

lcd soundsystem
- time to dance. a lembrar que o rock (também) é uma questão de ritmo e diversão. sem electrificar demais. sem perder a essência e o poder. o chamado concertão.

quarta-feira, julho 04, 2007

sbsr #1 - a análise possível

y? - no trânsito. degustando uma sandes de fiambre e uma cola, a caminho.

bunnyranch
- são de Coimbra, o que poderia chegar para estar tudo dito. uma banda que revela tremenda desigualdade no acesso a refeições completas e tipo de droga. os restantes três elementos da banda juntos pesam o mesmo do que o vocalista (também baterista).

the gift
- sem surpresas. iguais a si próprios, o que é um garante de qualidade. mas não são uma banda para festivais. passo a explicar: não me apetece explicar.

klaxons
- uma banda que não quer fazer boa música, não quer cantar bem, nem lhe interessa onde está a tocar. e por isso são bons. tocam para eles (e cada um para si) e por isso tocam com alma. bom concerto, mas não lhes auguro grande futuro, o que é meio caminho andado para uma longa carreira de sucesso.

magic numbers
- de fiambre e bacon, familiar - 8 fatias. estava boa. mas também já não comia desde a sandes de fiambre no caminho.

bloc party
- a banda que conhecia pior. fugir ao típico brit pop ou brit rock é um ponto positivo. ter um bom líder são dois pontos positivos. divertem e contagiam, apesar de tocarem demasiado estilizados e sem grandes variações. parecem gajos com potencial para fazer melhor, se fugirem ao que gravaram no cd.

arcade fire
- não é fácil manter a harmonia e o equilíbrio (estético, sonoro, musical, visual) com tantos (dez?) gajos em palco. e em quase todo o concerto manter essa harmonia com o público. e durante alguns momentos roçar a perfeição. ainda por cima são todos (menos um) muito bons músicos. e gostam daquilo. muito. quando perderem a mania da evangelização vão acalmar, amadurecer e fazer álbuns menos apoteóticos e melhores. durante muitos anos. ou então vão bater palmas aos klaxons, nunca se sabe.

terça-feira, julho 03, 2007


adenda: reparo agora que "até já", lido em vez de escrito, tem uma conotação comercial com aquela operadora de telecomunicações cuja sigla tem três letras. é portanto favor esquecer toda e qualquer conotação comercial que este "até já" lido em vez de escrito possa ter com aquela operadora de telecomunicações cuja sigla tem três letras.

segunda-feira, julho 02, 2007

e não estou a falar do sócrates

era assim uma espécie de homem do leme de um barco encalhado.

sussurro

só falava do que sabia. estava sempre calado.

desgostos não se discutem

podia ser melhor. podia-se chamar sagres super rock.

conversa desfiada

bla bla blog...
bla bla blog...

complaints blog

mandei um mail aos senhores do kanguru. ainda não me responderam. se forem coerentes estão com problemas no acesso à internet.

o chefe de culinária avisa

ou: uma ode ao pingo doce

a lasanha da iglo é uma merda.

sexta-feira, junho 29, 2007

T -1

no teu carro, ou no meu?

era tão snob que pedia uma coca-cola on the rocks.

sinais

durante muitos anos nem sequer soube qual era o meu signo. pensava ou então optava por dizer: nasci a tantos de tal mês, vê lá qual é o signo.
mas certo dia, há uns anos, do meu horóscopo no diário das beiras constava o seguinte e nada mais do que o seguinte:
tenha cuidado com os electrodomésticos.*

e ainda hoje, sempre que oiço o tlim do micro-ondas, o coração bate mais rápido e penso duas vezes antes de abrir.


* aposto que não há muita gente que se possa orgulhar disto.

quinta-feira, junho 28, 2007

com o pé na argola

apesar de ultimamente as minhas leituras andarem demasiado contaminadas com linguagem mais ou menos científica que, se não se importam, vou por ora ignorar, vou tentar não ser eu a quebrar a corrente com que o pedro vieira me atou e lembrar-me dos últimos cinco livros que estes dois que a terra há-de querer comer mas o forno não vai deixar tiveram o prazer de ler.
então cá vai, sem qualquer critério de qualidade ou bom gosto, por ordem cronológica ao contrário, que é como quem diz, de ontem para anteontem.


o sonho dos heróis, adolfo bioy casares.
e se eu gostasse muito de morrer, rui cardoso martins.
antologia poética, ian curtis.
o animal moribundo, philip roth.
o poder dos sonhos, luis sepúlveda.



um gajo percebe que anda mal quando se esforça para se lembrar das últimas cinco leituras não forçadas. um sinal que embora deprima pode ser o ponto de viragem, assim à laia de horóscopo.
ainda para mais quando a lista dos próximos cinco está completa, à espera na estante ao lado, paga e facturada a vinte e não sei quantos de iva. à espera que o tempo lhe sacuda o pó.



como ainda por cima o pedro me poupou o trabalho de dois ou três links, sobra-me corda que estendo ao nuno, ao miguel, à pimpinela, ao samuel e à cinco sentidos. salve-se quem puder.

terça-feira, junho 26, 2007

rest in pieces


coming soon. link para o trailer na imagem.

domingo, junho 24, 2007

Contra a necessidade do orgulho

Os responsáveis pelo orgulho das minorias são sempre as maiorias. Se a minoria não fosse desprezada, discriminada, perseguida e humilhada, não precisava de revelar o seu orgulho. Mesmo que o orgulho (ou a sua demonstração) seja necessário como contraponto à vergonha e ao medo que a maioria hipócrita tenta impôr, não deixa de ser uma palavra feia.

A própria palavra é feia. Or-gu-lho. Digam lá devagar. Enrola-se toda no fim, antes do -lh, e o próprio gu- que o precede não a embeleza em nada. O sentimento, esse, raramente traz bons resultados.

A necessidade do orgulho é uma vitória da maioria opressora sobre a minoria ostracizada (gosto desta palavra - mas só da palavra). A culpa? Também da outra maioria, da silenciosa, da que não oprime nem persegue às claras, mas que regozija com as piadas homofóbicas que incute como um dado adquirido às gerações seguintes. A maioria do clássico: "não tenho nada contra eles, desde que não venham para o pé de mim". E esta maioria silenciosa vai deixando a outra continuar com a repressão, com a imposição de um medo, uma distância de segurança entre nós e os outros. A clássica história dos fracos e oprimidos. Que só o são porque os supostos fortes assim o querem, podem e mandam. Muitas vezes envolta num manto religioso, guardador dos bons costumes e tradições. Que isto dos maricas é coisa moderna, dizem eles. E há que nos salvar dos anormais, acrescentam. Sem fazer idéia que o conceito de normalidade é puramente matémático e, só por isso, abominável.

Pelo direito à indiferença é dos slogans mais curtos, cáusticos e ao mesmo tempo que mais quer dizer. E, como se alguém me perguntasse ou quisesse saber, defendo o direito e a indiferença sem excepções.


Alguém disse que o preconceito acaba quando maricas deixar de ser insulto. Concordo. Mas também acho que o preconceito acaba quando não for preciso usar a palavra orgulho antes de gay. Que palavra, então? Não sei. Mas, por exemplo, não tenho orgulho nenhum em ser heterossexual. Mas um prazer dos diabos.


PS: para arraial, a música era demasiado techno e a cerveja demasiado cara.

sábado, junho 23, 2007

"Na vida, o essencial é fazerem-se juízos a priori sobre tudo. Com efeito as massas erram, como é evidente, e os indivíduos têm sempre razão. A tal respeito, é forçoso abstermo-nos de deduzir regras de conduta: para serem seguidas não devem ter necessidade de ser formuladas. Só existem duas coisas: o amor de todas as maneiras, com raparigas belas, e a música de Nova Orleães ou Duke Ellington. O resto devia desaparecer, porque o resto é feio, e as poucas páginas de demonstração que seguem extraem toda a sua força ao facto de a história ser inteiramente verdadeira, já que a imaginei de uma ponta à outra. (...)"

Boris Vian, no prólogo d' A Espuma dos Dias

loose change

invariavelmente, a verdade é-nos revelada sob um misto de surpresa e desilusão. desde há uns meses que me interrogava sobre as intenções por detrás do nome da pastelaria 11 de setembro, a duas ruas donde agora escrevo. quer dizer, no fundo não me interrogava nada. só podia ter aquela explicação. afinal, hoje descubro que é o feriado municipal da amadora. o que explica muita coisa.

sexta-feira, junho 22, 2007

presságios no segundo corredor, à esquerda.

no espaço de dez minutos, duas senhoras perguntaram-me onde era o chocapic e a massa folhada. desiludi a segunda simpática senhora, que, semi-envergonhada, corou um: ah, não é daqui. desculpe.

mental note: não voltar ao continente de calças de ganga, ténis* e t-shirt vermelha.
*sapatilhas, pronto.

excesso linguístico

hoje escreveram-me e chamaram-me amigo. não fiquei ofendido, mas apenas porque defendo a liberdade poética.

este post no fundo é um grito de protesto contra a palavra handicap

a grande vantagem da linguagem gestual é que se pode falar de boca cheia.

frases desfeitas #20

a cavalo dado não olha ao grau de pureza.

espaço cultural

parece que até domingo está patente ao público uma bonita exposição ali para os lados da fil.

este post é, obviamente, apenas uma desculpa para utilizar a expressão:
está patente ao público.

quinta-feira, junho 21, 2007

blogger help desk

pago uma cerveja a quem me explicar como é que se muda a cor ao fundo do template. sim, estou a falar desse cinzento(?) enjoado que anda aqui à volta disto tudo.

antecipadamente grato. obrigados.

quarta-feira, junho 20, 2007

nada contra os dez mandamentos da igreja católica para o condutor. boas intenções, até louváveis. mas para quem representa uma suposta superioridade moral, o senhor bispo d. januário poderia ao menos levar o cinto posto durante a reportagem que há pouco passou na rtp1.

yes, they're sharing a drink they call loneliness
but it's better than drinking alone
billy joel

tempos perdidos

todos os sempres são agoras disfarçados de nuncas.

remix

é duro ser ateu, sobretudo quando não se é católico.

let me entertain you

terça-feira, junho 19, 2007

última hora

o publico cita-se a si (a ele) próprio na secção de blogues em papel de hoje (página 2 do caderno p2).
ainda não percebi se o mais ridículo é uma auto-citação ou a imodéstia de se considerarem um blogue.

se convidam o carlos carvalhas e o mota amaral para o mesmo programa, o mínimo de serviço público seria disponibilizar as legendas.

parvoices insones

camões era um adepto convicto da semiótica.

uma cidade tão pobre que todas as suas pedras eram pedras da descalça.

ouvisto no bairro alto

amiga de amigo, ao telefone:
- estou na rua da afixação proibida.

auto-retrato (versão depressiva e ampliada)

um triste?
ou um traste?

um triste traste.

o google encaminhou alguém para aqui através da pesquisa:
explique a frase pior que ser explorado, é não ser explorado
senhores do google, não é preciso. estejam descansados que eu não me esqueço que estou desempregado.

domingo, junho 17, 2007

conclusões

agora que já não dá o gato fedorento, não há desculpa para aturar o professor marcelo.


sexta-feira, junho 15, 2007

And her lips were like cherries
And she was stronger than any man
And she smelled like gasoline and Rootbeer Fizz
And she put mud on a bee sting I got at the creek
And she gave me my very first kiss
mr tom waits

recuerdos


ornatos violeta - capitão romance

quinta-feira, junho 14, 2007

santo antónio: breves conclusões

o são pedro é corporativista.
a asae também tira folga.

santo antónio: a dúvida

qual é a zona de lisboa onde realmente cheira bem?

terça-feira, junho 12, 2007

11 de Junho

Não poderia gostar menos deste* feriado. E, por definição, de todos os feriados nacionais e nacionalistas. A Raça mascarou-se de Comunidades. Mas o espírito mantém-se. A enaltação de uma pátria pútrida, ferida, triste e rancorosa. Serei pouco ou nada patriota? Nada. As fronteiras? Nos riscos do chão de hoje só vejo as guerras de ontem. A sorte de quem chegou primeiro ao lado certo do rio. A morte dos fracos que riscaram com o próprio sangue as alfândegas dos fortes. A divisão entre os dois lados da riqueza. A exploração politizada dos que pensam que um dos lados lhe pertence. A bandeira? Um pedaço de pano. Uma boa desculpa para tapar aquele vaso cuja planta já secava na varanda. Um orgulho hipócrita e desonesto. Uma boa desculpa para umas imperiais a mais de dois em dois verões futeboleiros. Camões? O bravo povo lusitano que ele outrora cantou, hoje o choraria. A língua, a música, as palavras, a comida. Isso sim, se devia celebrar. O que nos une, e não o que separa. Não consigo ver um único factor de união em tudo o que supostamente se celebra, no dia em que é uma boa desculpa para o presidente ir fingir que se preocupa com todo o Portugal.

*vocês perceberam.

foto retirada da internet.

segunda-feira, junho 11, 2007

11 de Junho

Alguém me explica o que é que ainda há para celebrar no 10 de Junho?

É favor reparar que ainda não fiz qualquer piada de mau gosto com a menina Maddie.

a genial série de entrevistas sobre o álcool que o vitor neves fernandes está a levar a cabo ficou manchada pela minha participação. mas há já suficiente tempo para poderem lá ir sem terem que chocar com as minhas palavras.

o chefe de culinária apressado

foi tão rápido que fez um refugido.

ponto

o tempo. que vai. o cansaço. a ressaca. o cheiro. aquele, este cheiro. o suor. o sangue. não há lágrimas. só o cheiro. o som. este, aquele som. bom. a preguiça. a modorra. o dever. e o haver. sem a ver. só sentir. e ir. ir sempre a correr. mas voltar. o regresso. e o tempo. sempre o tempo.

olá

tu? por aqui?

conclusões

o difícil é tirar os pontos dos ii. pelos menos dos deste teclado.

o chefe de culinária responde

pode ainda não estar estragada, mas está aí uma posta muito mal amanhada.

pic-nic

não que eu tivesse (tenha) muito para dizer. a não ser que é (foi) um prazer ver as duas melhores bandas do mundo. aliás, a melhor banda e o melhor projecto musical do mundo. em duas noites seguidas. não sei que terei feito a deus vosso senhor, mas decerto não merecia tanto.

um sábio

durante a última meia hora o blogger não me deixou actualizar o blogue. um sábio, portanto. mas uma prova de que nem a sabedoria é eterna.

quinta-feira, junho 07, 2007

i can still hear the footsteps
i can see only walls.
ian curtis

à cautela

se por acaso te cruzares muitas vezes com um gajo de mau aspecto na feira do livro, não te assustes. é que não tenho gillettes nem muito mais para fazer.

começar a escavar

um gajo percebe que bate no fundo quando a tarefa para o dia é ir ao saldanha tratar duns papéis.

uma cambada de gatunos

depois admiram-se que haja um forte clima de suspeição sobre a arbitragem. tanta gente a dizer que o zé faz falta e o árbitro não vê?

uma metáfora gasta, mas sempre válida

um feriado na semana de um desempregado faz tanto sentido como um preservativo nas mãos do Papa.

amén

há feriados completamente idiotas. o de amanhã (hoje) abusa. ou como lhe chama o meu avô: o dia da hóstia.

quarta-feira, junho 06, 2007

lost in translation

quando cheguei a coimbra, sempre que pedia uma imperial confirmavam/ emendavam-me com: um fino? agora em lisboa, sempre que peço um café, o mesmo jeito na face e oiço: uma bica? na padaria quando peço um papo-seco devolvem-me: uma carcaça?. ontem como já tinha tomado a bica e não me apetecia um fino, avançei confiante de uma resposta sem qualquer ressalva: é uma água, se faz favor. uma águinha?

mau tempo

o meu dia tem só 24 horas. mas a minha noite tem mais.

grandes idéias para o século XXI

um jornal sem sudoku.

só uma dúvida

àquela coisa que se passou na rtp1 entre as 7 e as 9 da noite não se pode chamar futebol, pois não?

auto-retrato

acordar depois de almoço. deixar por cumprir a única tarefa destinada para o dia. ruminar uma espécie de lanche e despejar uma garrafa de tinto ao jantar. barba por fazer.
porque até para praticar o desemprego é preciso alguma classe.

queria escrever um poema de amor, mas não encontrava outra palavra que rimasse com fantoche.

terça-feira, junho 05, 2007

parabenizar

celebremos, irmãos, um ano de fé.

segunda-feira, junho 04, 2007

o chefe de culinária indeciso

não sabia se havia de fazer o lombo de porco assim ou assado.

o título do post anterior fica sem efeito

acabo de me lembrar que me cruzei com o fernando negrão.

ainda dizem que a feira do livro está cada vez pior

Everyman como livro do dia, mas mais importante do que isso,Todos os segredos da chave do Totobola a 0,50 €

assim não vale

o diogo infante já fumou cerca de vinte últimos cigarros.

aquele

domingo, junho 03, 2007

era tão hipocondríaco que, sempre que saía num Sábado à Noite, levava uma caixa de anti-piréticos.

sábado, junho 02, 2007

a grande vantagem de ter 12 leitores

este blogue continua sem um convite do tó na caixa de comentários.

jolly jumper

A Teresa, cujo blogue de nome delicioso - vergonhosamente desconhecia, revela um extraordinário bom gosto e distingue este humilde poiso dos vossos olhos com um quinto do seu (dela) thinking blogger award. O prémio pressupõe uma corrente para outros cinco blogues que me façam pensar. Ora, é aqui que fico impossibilitado de aceitar o prémio e proferir discurso de agradecimento (que está preparado desde que o ex-badocha dos senhores dos anéis conseguiu ganhar o óscar). Eu queria muito o prémio, mas não há cinco blogues que me façam pensar. Até hoje não havia nenhum blogue que me fizesse pensar. E a partir de hoje há um, que me faz pensar o que é que lê aqui que lhe faça pensar? Tenho um palpite. Modéstia à parte, consegui instalar a clássica dúvida: este gajo é parvo ou faz-se?

quinta-feira, maio 31, 2007

Joaquín Sabina - 19 dias y 500 noches

veio o diabo e escolheu

prefere a ejaculação precoce à dor de um orgasmo adiado.

estava a precisar de um post com título

o meu pai* diz que eu sou parvo. que tenho um problema com a utilização das maiúsculas. tento explicar-lhe que não é só parvoíce. mas também não é estilo. nem uma forma de protesto. não é por nada. o meu pai tem razão. eu sou parvo. mas os senhores que escreveram a bíblia encheram aquilo de maiúsculas fora do sítio e com isso ninguém se indigna.

o meu pai nem sequer lê o blogue, mas não deixa de ter razão.

o meu avô continua a dizer que a homossexualidade é uma doença, já lhe tentei explicar que se fosse uma doença os americanos já tinham descoberto a cura. mas ele também acha que o homem não chegou à Lua.