o seu sonho era fumar uma sopa da pedra.
domingo, julho 15, 2007
o chefe de culinária solidário e economicista
queria fazer uma sopa dos pobres sem gastar uma pipa de massa.
lutar contra a abstinência*
parece-me óbvio que a solução era disponibilizar cabines de voto no algarve, em vez de bolinhas de berlim. mas só das com creme.
*não tardou nem 5 minutos de jornal da tarde (rtp1) a aparecer. o mesmo em que, minutos depois, uma senhora de uma freguesia que agora não me lembro mas cujos moradores apelaram ao boicote, respondia indignada com os seus vizinhos: eu vou votar nem que haja uma guerra do vietnam!
quinta-feira, julho 12, 2007
aqui jaz, pedreiro da própria sepultura
antónimo de seu nome, não tem nib nem bi
tanto faz, aproveita enquanto dura
por todos vós espero, deitado, aqui.
a madrugada, casa triste da insónia
o quarto, sem janela nem jardim
tábua rasa do juízo e da loucura
tens tudo o que queria para mim.
quarta-feira, julho 11, 2007
mas sei fazer a raíz quadrada "à mão"
auto-biografia não autorizada #7
sobranceria. arrogância. cinismo.
e fiquemo-nos por aqui. o resto são defeitos.
tributo
terça-feira, julho 10, 2007
segunda-feira, julho 09, 2007
exposição pedro vieira. clicai na imagem para assentar as coordenadas e metei-vos a caminho.
adenda: ou se calhar é melhor não se meterem já a caminho. mas fica à vossa consideração.
domingo, julho 08, 2007
sábado, julho 07, 2007
frade lento
Dizem-me que também há as "7 maravilhas de Portugal", deduzo que seja o nome de um programa de humor.
despreços
sexta-feira, julho 06, 2007
despromoções (reprise)
ouvir os mestres
Nota que me surgiu entretanto: a partir de que idade é que os petizes de hoje não perceberiam a frase em todo o seu alcance e já estariam neste momento a googlar "poeta Tomás Taveira"?
sbsr #3 - a análise possível
micro audio waves - não deu para aquecer.
x-wife - o puto faz-se.
the gossip - quilos e talento muito mal distribuídos. a gorda do vozeirão que se ouvia em alcochete terá um futuro melhor quando deixar de ser acompanhada por uma guitarra e uma bateria ainda piores que os white stripes.
tv on the radio - pura energia. numa amálgama (palavra que passarei a utilizar mais amiúde) de ritmos nem sempre fácil de conciliar. e o vocalista tem um tique esquisito com a mão que não segura o microfone - a esquerda - assim como quem está ineterruptamente (ou interruptamente? não sei.) a enxotar moscas.
scissor sisters - time to dance again. ritmo, gritos e libertinagem. ela disse "mostrem as mamas" (quase em português). ele mostrou o rabo. escusado.
interpol - a justificar aquelas quatro letrinhas que dão o último nome ao festival. apesar do cabelo à cascais do vocalista e do handicap que é ver só com um olho de cada vez que o mesmo hair style acarreta, rock do puro. sem surpresa o melhor guitarrista do festival (não vi metallica). e talvez o melhor concerto. talvez. vou ali discutir um bocadinho comigo próprio para me decidir, porque até agora - e são 3 da manhã - estão ex-aequo com arcade fire*. mas não sobrevivo muito tempo com esta dúvida. depois aviso.
underworld - lá ao fundo. on my way back home. eu poderia começar a disparatar por que diabos contratam os underworld para fechar depois dos interpol. ou por que diabos (será pelos mesmos?) contratam os underworld para um suposto rock. mas depois os senhores da organização dir-me-iam que assim ficam com um dia mais eclético (eufemismo para: nós queremos é encher isto com muita gente diferente e fazer muito dinheiro. tá calado, pá!) e eu teria de me calar.
quinta-feira, julho 05, 2007
sbsr #2 - a análise possível
linda martini - um crime actuarem uns gajos chamados linda martini. linda martini é mau. linda martini é uma das piores bandas que conheço ao vivo. não gosto dos linda martini. também não me apetece explicar. caguei para os linda martini.
clap your hands say yeah - porque todos os festivais têm que ter uma desilusão. a expectativa era boa mas o vocalista apresenta-se-me num festival com calças brancas e sem chama. uma voz a querer imitar o brian molko em dias de chuva. começaram fraquinhos fraquinhos. com o passar do tempo lá se foram soltando e ficando melhor. mais meia-horinha e se calhar até tinham conseguido dar um concerto mais ou menos. clap your hands tudo bem mas not yet.
maximo park - porque todos os festivais têm que ter uma surpresa. lei das compensações e esta veio logo a seguir à desilusão. mental note: a seguir com atenção.
jesus and mary chain - isto sim, é malta do rock a sério. do rock à antiga. malta que não fala com o público mas que diz ao gajo da mesa de som: vai lá jantar que a malta aguenta-se. e fica aqui com um feedback até alcochete e uma distorção que até agoniza.
lcd soundsystem - time to dance. a lembrar que o rock (também) é uma questão de ritmo e diversão. sem electrificar demais. sem perder a essência e o poder. o chamado concertão.
quarta-feira, julho 04, 2007
sbsr #1 - a análise possível
bunnyranch - são de Coimbra, o que poderia chegar para estar tudo dito. uma banda que revela tremenda desigualdade no acesso a refeições completas e tipo de droga. os restantes três elementos da banda juntos pesam o mesmo do que o vocalista (também baterista).
the gift - sem surpresas. iguais a si próprios, o que é um garante de qualidade. mas não são uma banda para festivais. passo a explicar: não me apetece explicar.
klaxons - uma banda que não quer fazer boa música, não quer cantar bem, nem lhe interessa onde está a tocar. e por isso são bons. tocam para eles (e cada um para si) e por isso tocam com alma. bom concerto, mas não lhes auguro grande futuro, o que é meio caminho andado para uma longa carreira de sucesso.
magic numbers - de fiambre e bacon, familiar - 8 fatias. estava boa. mas também já não comia desde a sandes de fiambre no caminho.
bloc party - a banda que conhecia pior. fugir ao típico brit pop ou brit rock é um ponto positivo. ter um bom líder são dois pontos positivos. divertem e contagiam, apesar de tocarem demasiado estilizados e sem grandes variações. parecem gajos com potencial para fazer melhor, se fugirem ao que gravaram no cd.
arcade fire - não é fácil manter a harmonia e o equilíbrio (estético, sonoro, musical, visual) com tantos (dez?) gajos em palco. e em quase todo o concerto manter essa harmonia com o público. e durante alguns momentos roçar a perfeição. ainda por cima são todos (menos um) muito bons músicos. e gostam daquilo. muito. quando perderem a mania da evangelização vão acalmar, amadurecer e fazer álbuns menos apoteóticos e melhores. durante muitos anos. ou então vão bater palmas aos klaxons, nunca se sabe.
terça-feira, julho 03, 2007
adenda: reparo agora que "até já", lido em vez de escrito, tem uma conotação comercial com aquela operadora de telecomunicações cuja sigla tem três letras. é portanto favor esquecer toda e qualquer conotação comercial que este "até já" lido em vez de escrito possa ter com aquela operadora de telecomunicações cuja sigla tem três letras.
segunda-feira, julho 02, 2007
complaints blog
sexta-feira, junho 29, 2007
sinais
mas certo dia, há uns anos, do meu horóscopo no diário das beiras constava o seguinte e nada mais do que o seguinte:
tenha cuidado com os electrodomésticos.*
e ainda hoje, sempre que oiço o tlim do micro-ondas, o coração bate mais rápido e penso duas vezes antes de abrir.
* aposto que não há muita gente que se possa orgulhar disto.
quinta-feira, junho 28, 2007
com o pé na argola
então cá vai, sem qualquer critério de qualidade ou bom gosto, por ordem cronológica ao contrário, que é como quem diz, de ontem para anteontem.
o sonho dos heróis, adolfo bioy casares.
o animal moribundo, philip roth.
o poder dos sonhos, luis sepúlveda.
um gajo percebe que anda mal quando se esforça para se lembrar das últimas cinco leituras não forçadas. um sinal que embora deprima pode ser o ponto de viragem, assim à laia de horóscopo.
ainda para mais quando a lista dos próximos cinco está completa, à espera na estante ao lado, paga e facturada a vinte e não sei quantos de iva. à espera que o tempo lhe sacuda o pó.
como ainda por cima o pedro me poupou o trabalho de dois ou três links, sobra-me corda que estendo ao nuno, ao miguel, à pimpinela, ao samuel e à cinco sentidos. salve-se quem puder.
terça-feira, junho 26, 2007
domingo, junho 24, 2007
Contra a necessidade do orgulho
Pelo direito à indiferença é dos slogans mais curtos, cáusticos e ao mesmo tempo que mais quer dizer. E, como se alguém me perguntasse ou quisesse saber, defendo o direito e a indiferença sem excepções.
PS: para arraial, a música era demasiado techno e a cerveja demasiado cara.
sábado, junho 23, 2007
Boris Vian, no prólogo d' A Espuma dos Dias
loose change
sexta-feira, junho 22, 2007
presságios no segundo corredor, à esquerda.
excesso linguístico
este post no fundo é um grito de protesto contra a palavra handicap
espaço cultural
este post é, obviamente, apenas uma desculpa para utilizar a expressão:
está patente ao público.
quinta-feira, junho 21, 2007
blogger help desk
antecipadamente grato. obrigados.






