geminar cabra figa com castelo de bode.
sexta-feira, outubro 12, 2007
quinta-feira, outubro 11, 2007
dissionário alternativo #5
comungar: do latim comungare.
diz-se de toda e qualquer estação rodoviária sem característica distintiva, não rara, frequente.
diz-se de toda e qualquer estação rodoviária sem característica distintiva, não rara, frequente.
Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques a pessoa tem direito a protecção da lei.
in Declaração Universal dos Direitos do Homem, art. 12.º
querido diário
fui jogar uma peladinha e marquei três golos ao ângulo. um dos quais foi mesmo na baliza dos outros.
terça-feira, outubro 09, 2007
ter a sensação de finalista vencido é, passadas a euforia do quase e a desilusão do nunca, perceberes que a tua página estará em branco no livro da vida. perceberes que ninguém contará a tua história. que o teu nome não constará nem numa nota de rodapé. que serás apenas uma anedota contada pelo amigos do vencedor. só tu te lembrarás que naquele dia podias ter chegado ao prolongamento mas falhaste o penalty. ninguém se lembrará sequer que o guarda-redes fora para o lado contrário mas a bola foi à barra. no último minuto. e não serás citado no ranking dos campeões. só tu recordarás a esperança que nunca tiveste no empate. serás apenas os créditos daquele filme que o mundo já esqueceu. a descer à pressa no ecrã em frente à sala vazia. a esconder a vergonha de teres escrito o argumento. sobrará em ti a vaga memória das cinzas que ninguém apagou, dos restos de comida que ninguém deixou. pesará em ti o vão sentimento pós-orgásmico. o vazio e o escuro. serás a lâmpada que nunca niguém acendeu. o cadáver que ninguém chegou a enterrar. e então, lembrar-te-ás da analogia idiota que fizeste entre a vida e uma final perdida. que, como todas as metáforas idiotas, tem tanto de tua como de verdadeira. e lembrar-te-ás que o fizeste, ainda por cima, escrevendo os verbos na segunda pessoa.
a resposta
"isso é o mesmo que perguntar o que é que eu pensava das galinhas se não tivessem asas."
um dos senhores que está ali a falar com o paulo portas - não estou a olhar para a tv, mas deve ser o ministro - em resposta a uma pergunta da fátima campos ferreira (tenho que deixar de dizer palavrões) que não ouvi nem interessa muito.
segunda-feira, outubro 08, 2007
levantou-se da sua cama ridícula com lençóis ridículos, trajando ainda o seu pijama ridículo, sentou-se à ridícula secretária, abriu o ridículo blogger, esqueceu-se da ridícula password, almoçou uma sandes ridícula, lembrou-se da ridícula password e escreveu um post ridículo.
quinta-feira, outubro 04, 2007
quarta-feira, outubro 03, 2007
não uso moleskine. nem sequer um caderno digno desse nome. rabisco num amontoado de folhas que se vão acumulando sem orientação possível. e se vão perdendo ao ritmo acelerado dos dias passados em vão. desde o verso de talões de multibanco a guardanapos da esplanada do café, tudo serve para rascunhar idéias. ultimamente faço-o na agenda do telemóvel, à laia de lembrete. e vou assim enchendo o calendário do telemóvel. anoto palavras sem sentido, experimento trocadilhos, tópicos a desenvolver. e dou por mim com setembro e outubro cheios de lembretes. penso que têm piada. a maioria não tem. os outros também não. escrevo-os na mesma. descubro na minha agenda para amanhã: "exame de toxicologia". o que não tem piada nenhuma.
terça-feira, outubro 02, 2007
moviflor
não sei se se diz ikeá ou se diz ikêa
não faço a mínima idêia
mas digo ikeá.
e irritam-me as pessoas que me corrigem
"não é ikeá, é ikêa!".
apetece-me logo mandá-las à mêrda.
ou, se for uma gaja boa*
ou, se for uma gaja boa*
mandar-lhe uma fôda.
*ou um homem extremamente sexy, vá.
segunda-feira, outubro 01, 2007
dilemas
a propósito disto, lembrei-me de uma história que me aconteceu há uns anos. não me lembro ao certo quantos, mas há uns anos largos, cinco, seis, talvez mais. não interessa. há uns anos, dizia, estava a correr com um amigo. (sete?) cito de memória as palavras ofegantes com que no final me pousou a mão no ombro: "isto de correr e fumar não 'tá com nada". e, que eu saiba, nunca mais correu.
"boy cock, girl cock, ya-ya-iô"
Uma das melhores cenas da melhor série dos últimos (muitos) anos.
Larry David, em Curb Your Enthusiasm.
Larry David, em Curb Your Enthusiasm.
domingo, setembro 30, 2007
"(...)
In that dale lay the corpse of one she knew;
Within his breast a smoking wound showed black,
And blood ran in a stream that colder grew."
Within his breast a smoking wound showed black,
And blood ran in a stream that colder grew."
"The Dream", Mikhail Lermontov.
Tradução de Vladimir Nabokov.
sábado, setembro 29, 2007
o amor e o trabalho precário não têm idade
no mcdonald's ao lado da nacional 117, ali como quem sobe de belém/algés para a amadora, a seguir ao s. francisco xavier e ao lado da bomba da bp, trabalha um senhor que tem idade para ser meu avô.
a vingança do menino guerreiro
metade da vitória é do santana. e nem o chabal me convence do contrário.
sexta-feira, setembro 28, 2007
"eh, man. é que ainda por cima eu bebo gin, man. e o gin é bué alucinogénico, man."
jovem adolescente para jovem adolescente. ontem à noite. parque das nações.
quinta-feira, setembro 27, 2007
distingo, assim de repente, dois tipos de solidão. a solidão do dia e a solidão da noite. gosto de ambas. é reconfortante a solidão do metro em hora de ponta, do jornal lido na esplanada do café, do burburinho da cidade ao fim da tarde, a solidão em que estamos só nós e o resto do mundo. mais ninguém. gosto, admito. mas prefiro a solidão da noite escura passada em branco, do livro que partilhamos com o silêncio, a solidão daquela música que foi feita só para nós, a solidão dos olhos pesados, gastos e trémulos. a solidão em que somos só nós. a solidão deprimente e depressiva, mas regeneradora. o pior de passar muitas horas sozinho é passar muitas horas comigo. dá trabalho deprimir alguém como eu. dá trabalho deprimir-me a mim próprio. mas vale o esforço. a tristeza é uma invenção do homem. a felicidade também. mas a solidão não. a solidão é real, grita, chora, vocifera, cai-nos no colo e abraça-nos, calma e lentamente. está aqui. nestas linhas de palavras pouco cruzadas que não querem dizer nada mas dizem sem querer. porque escrever - e escrever num blogue - é, acima de tudo, um acto de solidão. mesmo gritando alguma coisa bem alto ao resto do mundo, ou calando uma série de outras coisas, é um acto solitário. só eu. e o resto do mundo. um só. gosto da solidão do dia, mas prefiro a solidão da noite, sempre há menos pessoas à volta e o mundo é mais pequeno.
herói
ninguém acredita na tua verdade. na verdade verdadinha. na vida verdadeira. inventa uma história. nela poderás ser o herói.
quarta-feira, setembro 26, 2007
Police de seguro
Este post serve apenas para mostrar o meu total acordo com est'outro.
Aquele senhor chamado Andy Summers bastou para que o concerto dos Police tenha sido melhor do que o do Sting no Rock in Rio. De resto, nada de novo. Os hits intemporais em velocidade cruzeiro e está bem pago o bilhete. Mas apesar do frio, o concerto nem foi grande coisa. Sobre os FictionPlane, nem uma palavra. Ou melhor, uma palavra: escusado.
O passar do tempo não deixa mentir e, apesar de muito bons músicos, já não são uma banda. Corrijo: já não são a banda. Mas fica a satisfação de ter visto os três em cima do mesmo palco ao mesmo tempo. Isso e a indignação perante a separação desproporcionada entre relvado e relvado vip. Não sei quem terá tido a brilhante idéia de pôr a grade que me separava de milhares de tios e tias de cascais tão cá para trás. E me fez ver o concerto com dezenas de metros de clareira à frente. Juro que não sei quem foi. Mas era dar-lhe com uma grade na cabeça. E depois alguém que chamasse a polícia.
terça-feira, setembro 25, 2007
segunda-feira, setembro 24, 2007
domingo, setembro 23, 2007
sábado, setembro 22, 2007
se tudo correr bem
diria que vai correr mal. parece que vai correr mal. tem pinta de ir correr mal. cheira-me que vai correr mal. tem tudo para correr mal. e, se tudo correr bem, vai tudo correr mal.
sexta-feira, setembro 21, 2007
há vida para além do rugby
e isto será o equivalente a um ensaio do chabal, num desporto igualmente emocionante.
quinta-feira, setembro 20, 2007
sexta-feira, setembro 14, 2007
quinta-feira, setembro 13, 2007
quarta-feira, setembro 12, 2007
metemos no bolso um par de metáforas
na mão, um punhado de adjectivos
gritámos a revolta, noite fora
com os poemas que fizémos quando ainda éramos vivos.
um amigo acusa-me de anti-americanismo primário por recordar apenas um 11 de setembro. não respondo. calo-me e ele pensa que lhe concedo a razão. mas recordar que caíram as torres gémeas faz tanto sentido como no dia 25 de dezembro recordar que é Natal.
terça-feira, setembro 11, 2007
ah, pois é, hoje é 11 de setembro. e vão 34, não esquecer.
poesia quase em tempo real
"... a esfera da indigência intelectual..."
"... a hecatombe da natureza humana..."
"chegámos ao século xxi para quê, se somos capazes de fazer coisas horríveis?"
pelo presidente da c.m. de santarém e ex-argumentista de séries de época.
segunda-feira, setembro 10, 2007
dedicado ao amigo J.
"os amores possíveis nada têm a ver com o Amor"
José Eduardo Agualusa, numa magazine de nomeada que, por lapso mnésico, não consigo nomear de momento.
a propósito da fotografia aqui em baixo, lembrei-me de um título tão bom tão bom que a pimpinela escreveu há uns meses e que, por razões várias que não importa aqui enumerar, seria a legenda ideal para a foto.
domingo desportivo
Rugby
Estando longe de querer tirar mérito à selecção, estou ainda mais longe de achar piada ao desporto. não me apetece explicar porquê, mas a presença da "única selecção amadora que se qualificou para um mundial" (parece que se tem que dizer isto tudo em vez de selecção nacional de rugby) em paris, desperta-me tanto interesse como se houvesse portugueses no mundial de curling.
Eurobasket2007
A selecção não joga nada de especial, quer-me parecer. Não vi a vitória de hoje contra Israel, por isso talvez venha a engolir estas palavras. Ossos do ofício. Mas é sempre bom festejar uma derrota da Espanha. Está mais que ganho o "nosso" europeu. O incrível é o pouco tempo de antena que uma prestação destas está a ter na comunicação social. A propósito, é seguir este homem.
US Open
Não segui a competição feminina. Dos homens, vi seis ou sete jogos. O Nadal a perder. Dois ou três encontros entre malta do meio da tabela que não aqueceu nem arrefeceu. o Djokovic a eliminar o Moya. E os passeios do Federer até aos quartos de final, altura em que deixou o Andy "sou uma besta quadrada com a delicadeza de um catterpillar e tenho a mania que disparo mísseis cada vez que estou a servir mas amorti deve ser uma palavra da esgrima" Roddick pensar que podia ganhar um set. Neste jogo, que mesmo assim só vi até ao 2-0 em sets, ambos no tie-break, o Federer fez 3 ases em segundos serviços, no espaço de uma hora ou isso. Dois deles, como se estivesse a marcar um penalty, com guarda-redes para um lado e bola para outro. E aí percebi que não precisava de ver mais nada. Até à Austrália.
Futebol
Parece que ainda faltam 7 ou 8 dias para o Benfica receber a Naval. E vai não sei quando à Reboleira para a Taça da Liga. Parece também que há quem não saiba, mas o Antunes joga na Roma e o Duda no Sevilha. Por isso enquanto o defesa esquerdo da selecção se chamar Caneira, não falamos disso, está bem. Ah, e sobre o Bruno Alves, nem uma palavra.
Estando longe de querer tirar mérito à selecção, estou ainda mais longe de achar piada ao desporto. não me apetece explicar porquê, mas a presença da "única selecção amadora que se qualificou para um mundial" (parece que se tem que dizer isto tudo em vez de selecção nacional de rugby) em paris, desperta-me tanto interesse como se houvesse portugueses no mundial de curling.
Eurobasket2007
A selecção não joga nada de especial, quer-me parecer. Não vi a vitória de hoje contra Israel, por isso talvez venha a engolir estas palavras. Ossos do ofício. Mas é sempre bom festejar uma derrota da Espanha. Está mais que ganho o "nosso" europeu. O incrível é o pouco tempo de antena que uma prestação destas está a ter na comunicação social. A propósito, é seguir este homem.
US Open
Não segui a competição feminina. Dos homens, vi seis ou sete jogos. O Nadal a perder. Dois ou três encontros entre malta do meio da tabela que não aqueceu nem arrefeceu. o Djokovic a eliminar o Moya. E os passeios do Federer até aos quartos de final, altura em que deixou o Andy "sou uma besta quadrada com a delicadeza de um catterpillar e tenho a mania que disparo mísseis cada vez que estou a servir mas amorti deve ser uma palavra da esgrima" Roddick pensar que podia ganhar um set. Neste jogo, que mesmo assim só vi até ao 2-0 em sets, ambos no tie-break, o Federer fez 3 ases em segundos serviços, no espaço de uma hora ou isso. Dois deles, como se estivesse a marcar um penalty, com guarda-redes para um lado e bola para outro. E aí percebi que não precisava de ver mais nada. Até à Austrália.
Futebol
Parece que ainda faltam 7 ou 8 dias para o Benfica receber a Naval. E vai não sei quando à Reboleira para a Taça da Liga. Parece também que há quem não saiba, mas o Antunes joga na Roma e o Duda no Sevilha. Por isso enquanto o defesa esquerdo da selecção se chamar Caneira, não falamos disso, está bem. Ah, e sobre o Bruno Alves, nem uma palavra.
quarta-feira, setembro 05, 2007
segunda-feira, setembro 03, 2007
sexta-feira, agosto 31, 2007
calor e quase 500
pouca gente quer saber se correu tudo bem, se eu gostei, se fui feliz, se estou feliz, se lá voltava, se lá morava, se passei fome, se aprendi alguma coisa, se conheci alguma coisa interessante, como eram as pessoas, as cores, os cheiros, como se pedia um café, ou se as pessoas são bonitas. o importante é como estava o tempo. e mais importante do que isso é se tirei muitas fotos.
pior do que o péssimo hábito de mostrar as fotografias de uma viagem* é o hábito de pedir para ver as fotografias de uma viagem.
*este hábito é particularmente irritante se estamos a falar de viagens de noivos.
se a minha avó lesse o meu blogue dir-me-ia que ando a reservar lugar no inferno. e a parte má de ir para o inferno é saber que depois vou lá encontrar a diana e o elton john.
mr reuters, you there?
o eduardo prado coelho, o nélson évora, a grécia, o outro fehér, o katsouranis, o sorteio da champions e o gualter. há mais alguma coisa de que eu precise de ser informado?
"are you talking to me?"
é sempre contigo que estou a falar. mesmo quando é contigo que estou a falar.
sair de portugal é, na maior parte da vezes, engraçado. sofrer síndrome de abstinência de café é que é fodido.
sexta-feira, agosto 24, 2007
entretanto, uma sugestão. um assunto de extrema importância que gostaria de ver discutido quando voltar: qual o melhor piropo que conheces?
sinto que falta discussão a este assunto. é possível melhorar, refinar o típico piropo fácil e brejeiro e elevá-lo a um nível quase artístico. um excelente exemplo é o piropo do azia, que figura nos lugares cimeiros (péssima expressão, adoro-a) da lista imaginária das minhas preferências. no fundo, a piropagem é uma arte. vejam lá isso. sintam-se à vontade para sujar a casa na minha ausência, que no meio da confusão nem se vai notar. discutam o tema, ou então caguem para mim. mas façam o favor a vocês próprios de ir ali abaixo ver a curta do tim burton. e sejam felizes.
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