terça-feira, outubro 30, 2007
dizemos com a maior das leviandades que hoje muda a hora como se a hora fosse a mesma a toda a hora, todos os dias.
domingo, outubro 28, 2007
sábado, outubro 27, 2007
27 de outubro de 2007: parecia um sábado como os outros, mas ficará para a história como o dia em que alguém, operando através de um windows xp e utlizador de firefox, por volta do meio dia e meia, que é como quem diz antes de almoço, tinha o mundo na mão à distância de um clique, mas preferiu pesquisar no google, e passo a citar: "joao gaspar caralho". fim de citação.
sexta-feira, outubro 26, 2007
beat this, suburbanos e quequinhos.
a "minha" escola secundária (d. manuel I, beja) está na posição 414.ª daquela coisa lá do ranking das escolas.
nem de propósito
só para acabar com a conversa de café duns posts abaixo, uma petite histoire.
numa destas noites do doclisboa, nove da noite menos pouco, 5 minutos para tomar café antes do documentário - sobre putas do cambodja, acho eu - e à minha frente na fila o jorge palma. café? não, uma cerveja. só de lata. é sagres? não, é super bock. desde que esteja fresca.
moral da história? quente, frio, amargo, meio parvo, adoçante, curto, cheio... café é para meninos.
quinta-feira, outubro 25, 2007
procura-se
procura-se sanidade mental. desapareceu de sua residência no dia 24 de outubro de mil nove noventa e dois. no dia do seu desaparecimento usava casaco de cabedal preto. em caso de ter alguma informação sobre o seu paradeiro ligue 760100500 e habilite-se a participar em directo no toca a ganhar da tvi, com liliana aguiar. o tema de hoje é "coisas concretas ou abstractas de cariz mais ou menos ligeiramente ortodoxo e com uma componente teorico-prática de valor intrínseco e não discipiente, começadas pela letra m". olá, boa noite. qual é a sua resposta?
o que é se faz quanto não se tem nada para escrever? escreve-se.
e o que é que faz quando não se tem nada para dizer? dá-se uma entrevista.
terça-feira, outubro 23, 2007
[versão revista com acentos no ú]
e ainda por cima as pessoas que não põem açúcar no café têm a mania da evangelização dos futuros diabéticos. é praticamente impossível começar a agitar o pacote de açúcar sem que venha o olhar de reprovação e um café é bom é sem mais nada. com a variante de se gostasses mesmo de café não punhas açúcar.
depois há aquelas pessoas que só deitam metade do pacote de açúcar no café. há quem diga que é por uma questão de saúde. eu diria que é aquilo a que se chama: ser meio parvo. a parvoíce completa reside no adoçante, a respeito do qual me absterei de escrever.
tirar o açúcar ao café é tirar a nós próprios a oportunidade de adoçar o lado amargo do dia. o café, como quase tudo o que é amargo na vida, é bom. e como tudo o que é bom, quanto mais doce, melhor.
acho que a maior parte das pessoas que dão como título aos seus livros whatever e outras estórias o fazem só para se armar, assim como as pessoas que não metem açucar no café. têm a mania, é o que é.
esta é a primeira linha deste post. talvez a única.
ou talvez não.
e esta é a última linha deste post. ou talvez sim.
mini conto
o carro começou lentamente a soluçar até sufocar finalmente na berma. saiu, içou o capot. olhou o motor com a sapiência de quem sabe apenas onde se mete a água para limpar a merda dos pombos no vidro da frente. impotente, sentou-se no chão, encostado à roda da frente e ligou ao amigo mecânico. foi nessa altura que se arrependeu de nunca ter lido um livro de auto-ajuda.
da série (que seria interminável se os começasse a enumerar): péssimos trocadilhos
saboreava o dolce fare niente, ao mesmo tempo que comia uma maçã doce e farinhenta.
sábado, outubro 20, 2007
epifania
Ele está em todo o lado. Ele mostra-nos o caminho. Ele responde às nossas preces. Ele mostra-nos a luz. Venha a nós a Sua infinita sabedoria. Louvado seja o Google.
sexta-feira, outubro 19, 2007
quinta-feira, outubro 18, 2007
o que mais me transtorna são as minis quentes no frigorífico
o quadro eléctrico rebentou. estava comatoso há semanas e alguém lhe desligou as máquinas. estou à luz do ecrã do computador e do telemóvel. arrisco a bateria do portátil que não tarda dá sinal de morte. rascunho este post enquanto me preparo acender uma vela e passar uma noite no século passado. se alguém conhecer um electricista na zona (lisboa/amadora e arredores) que não me assalte à mão armada, recebe gratidão eterna e uma imperial, que isto só de apoios morais não se vive. sobrevive-se. e ninguém me tira da cabeça que há aqui mãozinha da nossa senhora.
quarta-feira, outubro 17, 2007
um poema
um poema com um,
dois,
ou até três versos
que não chegam a ser os versos
de um poema
que não chega sequer a ser um poema.
quiseram* discutir comigo se os blogues (aqueles a sério) poderão algum dia substituir os jornais. os argumentos do costume: que nos blogues há a pluralidade de opiniões, não há pressões nem directivas editoriais, é a democratização da informação, o costume. respondi que não conseguia discutir o assunto porque não leio jornais. mas desconfio que um blogue não consegue forrar tão bem as gavetas.
*foi só uma pessoa, claro. mas a utilização de um plural impessoal dá a sensação que me relaciono com muita gente e discuto estas coisas amiúde.
gattopardo
"à noite nem todos os gatos são parvos."
[um dia ainda hei-de perceber como é que metem links no título.]
segunda-feira, outubro 15, 2007
sábado, outubro 13, 2007
sexta-feira, outubro 12, 2007
eu não disse que ia ser um fartote
"num país com profundo sentimento católico..."
o presidente da república que vocês elegeram, sobre a nova igreja de fátima.
um fartote
a nova igeja de fátima, o congresso do psd na terra do carnaval, o orçamento de estado, o joão miranda ganha o nobel. não podem ser só coincidências.
quinta-feira, outubro 11, 2007
dissionário alternativo #5
comungar: do latim comungare.
diz-se de toda e qualquer estação rodoviária sem característica distintiva, não rara, frequente.
diz-se de toda e qualquer estação rodoviária sem característica distintiva, não rara, frequente.
Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques a pessoa tem direito a protecção da lei.
in Declaração Universal dos Direitos do Homem, art. 12.º
querido diário
fui jogar uma peladinha e marquei três golos ao ângulo. um dos quais foi mesmo na baliza dos outros.
terça-feira, outubro 09, 2007
ter a sensação de finalista vencido é, passadas a euforia do quase e a desilusão do nunca, perceberes que a tua página estará em branco no livro da vida. perceberes que ninguém contará a tua história. que o teu nome não constará nem numa nota de rodapé. que serás apenas uma anedota contada pelo amigos do vencedor. só tu te lembrarás que naquele dia podias ter chegado ao prolongamento mas falhaste o penalty. ninguém se lembrará sequer que o guarda-redes fora para o lado contrário mas a bola foi à barra. no último minuto. e não serás citado no ranking dos campeões. só tu recordarás a esperança que nunca tiveste no empate. serás apenas os créditos daquele filme que o mundo já esqueceu. a descer à pressa no ecrã em frente à sala vazia. a esconder a vergonha de teres escrito o argumento. sobrará em ti a vaga memória das cinzas que ninguém apagou, dos restos de comida que ninguém deixou. pesará em ti o vão sentimento pós-orgásmico. o vazio e o escuro. serás a lâmpada que nunca niguém acendeu. o cadáver que ninguém chegou a enterrar. e então, lembrar-te-ás da analogia idiota que fizeste entre a vida e uma final perdida. que, como todas as metáforas idiotas, tem tanto de tua como de verdadeira. e lembrar-te-ás que o fizeste, ainda por cima, escrevendo os verbos na segunda pessoa.
a resposta
"isso é o mesmo que perguntar o que é que eu pensava das galinhas se não tivessem asas."
um dos senhores que está ali a falar com o paulo portas - não estou a olhar para a tv, mas deve ser o ministro - em resposta a uma pergunta da fátima campos ferreira (tenho que deixar de dizer palavrões) que não ouvi nem interessa muito.
segunda-feira, outubro 08, 2007
levantou-se da sua cama ridícula com lençóis ridículos, trajando ainda o seu pijama ridículo, sentou-se à ridícula secretária, abriu o ridículo blogger, esqueceu-se da ridícula password, almoçou uma sandes ridícula, lembrou-se da ridícula password e escreveu um post ridículo.
quinta-feira, outubro 04, 2007
quarta-feira, outubro 03, 2007
não uso moleskine. nem sequer um caderno digno desse nome. rabisco num amontoado de folhas que se vão acumulando sem orientação possível. e se vão perdendo ao ritmo acelerado dos dias passados em vão. desde o verso de talões de multibanco a guardanapos da esplanada do café, tudo serve para rascunhar idéias. ultimamente faço-o na agenda do telemóvel, à laia de lembrete. e vou assim enchendo o calendário do telemóvel. anoto palavras sem sentido, experimento trocadilhos, tópicos a desenvolver. e dou por mim com setembro e outubro cheios de lembretes. penso que têm piada. a maioria não tem. os outros também não. escrevo-os na mesma. descubro na minha agenda para amanhã: "exame de toxicologia". o que não tem piada nenhuma.
terça-feira, outubro 02, 2007
moviflor
não sei se se diz ikeá ou se diz ikêa
não faço a mínima idêia
mas digo ikeá.
e irritam-me as pessoas que me corrigem
"não é ikeá, é ikêa!".
apetece-me logo mandá-las à mêrda.
ou, se for uma gaja boa*
ou, se for uma gaja boa*
mandar-lhe uma fôda.
*ou um homem extremamente sexy, vá.
segunda-feira, outubro 01, 2007
dilemas
a propósito disto, lembrei-me de uma história que me aconteceu há uns anos. não me lembro ao certo quantos, mas há uns anos largos, cinco, seis, talvez mais. não interessa. há uns anos, dizia, estava a correr com um amigo. (sete?) cito de memória as palavras ofegantes com que no final me pousou a mão no ombro: "isto de correr e fumar não 'tá com nada". e, que eu saiba, nunca mais correu.
"boy cock, girl cock, ya-ya-iô"
Uma das melhores cenas da melhor série dos últimos (muitos) anos.
Larry David, em Curb Your Enthusiasm.
Larry David, em Curb Your Enthusiasm.
domingo, setembro 30, 2007
"(...)
In that dale lay the corpse of one she knew;
Within his breast a smoking wound showed black,
And blood ran in a stream that colder grew."
Within his breast a smoking wound showed black,
And blood ran in a stream that colder grew."
"The Dream", Mikhail Lermontov.
Tradução de Vladimir Nabokov.
sábado, setembro 29, 2007
o amor e o trabalho precário não têm idade
no mcdonald's ao lado da nacional 117, ali como quem sobe de belém/algés para a amadora, a seguir ao s. francisco xavier e ao lado da bomba da bp, trabalha um senhor que tem idade para ser meu avô.
a vingança do menino guerreiro
metade da vitória é do santana. e nem o chabal me convence do contrário.
sexta-feira, setembro 28, 2007
"eh, man. é que ainda por cima eu bebo gin, man. e o gin é bué alucinogénico, man."
jovem adolescente para jovem adolescente. ontem à noite. parque das nações.
quinta-feira, setembro 27, 2007
distingo, assim de repente, dois tipos de solidão. a solidão do dia e a solidão da noite. gosto de ambas. é reconfortante a solidão do metro em hora de ponta, do jornal lido na esplanada do café, do burburinho da cidade ao fim da tarde, a solidão em que estamos só nós e o resto do mundo. mais ninguém. gosto, admito. mas prefiro a solidão da noite escura passada em branco, do livro que partilhamos com o silêncio, a solidão daquela música que foi feita só para nós, a solidão dos olhos pesados, gastos e trémulos. a solidão em que somos só nós. a solidão deprimente e depressiva, mas regeneradora. o pior de passar muitas horas sozinho é passar muitas horas comigo. dá trabalho deprimir alguém como eu. dá trabalho deprimir-me a mim próprio. mas vale o esforço. a tristeza é uma invenção do homem. a felicidade também. mas a solidão não. a solidão é real, grita, chora, vocifera, cai-nos no colo e abraça-nos, calma e lentamente. está aqui. nestas linhas de palavras pouco cruzadas que não querem dizer nada mas dizem sem querer. porque escrever - e escrever num blogue - é, acima de tudo, um acto de solidão. mesmo gritando alguma coisa bem alto ao resto do mundo, ou calando uma série de outras coisas, é um acto solitário. só eu. e o resto do mundo. um só. gosto da solidão do dia, mas prefiro a solidão da noite, sempre há menos pessoas à volta e o mundo é mais pequeno.
herói
ninguém acredita na tua verdade. na verdade verdadinha. na vida verdadeira. inventa uma história. nela poderás ser o herói.
quarta-feira, setembro 26, 2007
Police de seguro
Este post serve apenas para mostrar o meu total acordo com est'outro.
Aquele senhor chamado Andy Summers bastou para que o concerto dos Police tenha sido melhor do que o do Sting no Rock in Rio. De resto, nada de novo. Os hits intemporais em velocidade cruzeiro e está bem pago o bilhete. Mas apesar do frio, o concerto nem foi grande coisa. Sobre os FictionPlane, nem uma palavra. Ou melhor, uma palavra: escusado.
O passar do tempo não deixa mentir e, apesar de muito bons músicos, já não são uma banda. Corrijo: já não são a banda. Mas fica a satisfação de ter visto os três em cima do mesmo palco ao mesmo tempo. Isso e a indignação perante a separação desproporcionada entre relvado e relvado vip. Não sei quem terá tido a brilhante idéia de pôr a grade que me separava de milhares de tios e tias de cascais tão cá para trás. E me fez ver o concerto com dezenas de metros de clareira à frente. Juro que não sei quem foi. Mas era dar-lhe com uma grade na cabeça. E depois alguém que chamasse a polícia.
terça-feira, setembro 25, 2007
segunda-feira, setembro 24, 2007
domingo, setembro 23, 2007
sábado, setembro 22, 2007
se tudo correr bem
diria que vai correr mal. parece que vai correr mal. tem pinta de ir correr mal. cheira-me que vai correr mal. tem tudo para correr mal. e, se tudo correr bem, vai tudo correr mal.
sexta-feira, setembro 21, 2007
há vida para além do rugby
e isto será o equivalente a um ensaio do chabal, num desporto igualmente emocionante.
quinta-feira, setembro 20, 2007
sexta-feira, setembro 14, 2007
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