segunda-feira, janeiro 26, 2009

apesar de tudo

apesar de tudo, continuo vivo. o meu computador é que não.

terça-feira, janeiro 13, 2009

adolescência sofrível, passe o pleonasmo.

fui o alvo dos teus raios
te partam, em cheio,
parece impossível.
fui caindo no vazio
de uma rima previsível,
puta que pariu.

fizeste promessas, mentiras,
nem tiras nem pões
as mãos no fogo, lento,
futuras traições.

eu quero, mas não sei se devo.
e entre o deve e o haver,
o leve e o lazer.

agora foges, ó topete
debaixo dos pés, pelas mãos
que apertam
o nó na garganta.
afunda a cruz ao fundo do túnel,
carreguei, não vi a sacra
mas o calendário não engana
e todos os dias
são sexta-feira santa.

(que pouco dura a emoção,
tão pouco cura o coração.)

eu quis fintar a saudade
mas nunca fui bom no um p'ra um.
depois da bonança, tempestade
e o jogo adiado, ad eternum.

ainda quero, mas não sei se devo.
e entre o deve e o haver,
o breve e o prazer.

a vida é só isto
e pouco mais nada:
afago as mágoas
num copo de tinto.
absinto muito
e glórias passadas
a ferro, mortas,
sepultadas
e fósseis,
elos perdidos
a meio do caminho,
uma espécie de jogo já extinto.
(lembras-te?)

entre uma casa
comigo, imberbes, petizes,
ficávamos no meio da rua
da amargura, e felizes.

hoje quero, mas sei que não devo.
e entre o deve e o a ver,
que breve é o prazer.

e ora eu, ora tu
muitos oras depois,
eu roma e tu atenas.
o eterno jogo: ódio-amor.
dois para dois,
balizas pequenas.

segunda-feira, janeiro 12, 2009

p'ra queijinho

em clicando, o verso do cartão.

o título já está, só falta o livro.

desabaforismos.

o problema

é um gajo estar em recessão de fodas.

(no entanto, quanto mais tempo em recessão, mais cresce o produto interno bruto).

frases que infelizmente um dia vamos esquecer

"resolvo isto na playstation"
[jorge jesus *]
(mas para grande pena nossa, o braga não vem na playstation)

sexta-feira, janeiro 09, 2009

até hoje

ao sétimo dia descansou. ao oitavo ninguém sabe, mas o mais provável é ter metido baixa.

notícia: o frio em janeiro é notícia.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

tempo-espaço

a juventude estava perdida. como não sabia fazer mais nada, limitou-se a envelhecer.

versão tecnológica:
a juventude estava perdida. entretanto apareceu o gps.

euri,bora.

pior do que ser uma geração sem causas é caminhar para uma geração sem casas.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

há quem defenda que quando conhecemos alguém as primeiras impressões são muito importantes. concordo. principalmente se o tinteiro estiver quase no fim.

reproblemas

o seu grande projecto para o ano novo era o suicídio. felizmente tinha o hábito de deixar tudo a meio.

há quem considere nojento usar os mesmos boxers dois dias seguidos. a estas pessoas estranhas, uma questão: se o dia tivesse 48 horas, trocavam de boxers a meio do dia?

deolinda

não gosto de balanços. tenho queda para o desequilíbrio. mas queria só deixar claro que foi em 2008 que saiu isto:

quem tem medo da recessão?

descobri há pouco tempo que a recessão não passa de uns míseros dois trimestres seguidos a ter menos dinheiro do que no semestre anterior. não compreendo tanto escândalo. dois trimestres seguidos a ter cada vez menos dinheiro? pff, grande coisa. relaxai, não custa nada.

terça-feira, janeiro 06, 2009

remake a reboque do rebater dos sinos

o mundo seria muito melhor se aquilo fosse a faixa de ganza.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

do mérito

não fui eu que inventei mas fui o primeiro a plagiar.

lição de geografia pós-moderna

paris-dakar na argentina/chile.

era uma vez uma ironia tão fina, tão fina, que.

o autarca que não mandava construir rotundas

era um nome incontornável da política portuguesa.

faria muito mais sentido em portugal um museu nacional do ultraje.

scrabble

uma árvore pequena não dá frutos, mas uma grande medra.

quis beber um vodka puro mas só serviam com sumo, obrigatório.

estratégia de marketing

escrever um livro em inglês (ou assim) só para depois pedir ao vasco graça moura para o traduzir.

nunca percebi

toda a gente diz que dispensa apresentações. mas a seguir apresentam-no sempre.

2009 não é um ano novo. é um ano velho, só que ainda não foi usado.

a passagem dano explicada à crianças

milhares de pessoas embriagam-se só porque a meia-noite coincide com mudança de dígito no calendário e, no reason why, prometem deixar de fumar e ir mais vezes ao ginásio. a ressaca dura um dia ou dois. as promessas, uma semana.

ânimo.

2008 foi só um ano mau. mas ânimo, que 2009 só tende a piorar.

já estou melhor, obrigado.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

situação / problema

situação: imaginemos que o joão tem um disco externo. e que no disco externo do joão estão coisas muito importantes para o joão (e também a fórmula da coca-cola). sempre que o joão tenta ligar o disco externo do joão a um computador, o computador diz ao joão que o disco externo do joão vai ser formatado, interrogando o joão sobre o desejo de continuar, numa pergunta de sim ou não. o joão desconfia que se disser sim, as coisas importantes para o joão (e os planos para a bomba nuclear) vão para o - termo técnico - caralho.

problema: como é que o joão pode salvar as coisas importantes para o joão antes de formatar o disco externo do joão, sem que para isso tenha que pagar 40€ (adiantados e sem garantia de resultados) aos indivíduos da fnac?


o joão agradece antecipadamente as eventuais respostas e, apesar de pouco credível, o joão promete que paga uma cerveja a quem resolver o problema do joão.

sábado, dezembro 13, 2008

até p'ró ano.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

estranhamente nunca ouvi ninguém dizer cinco euros de natal.
um conto, na moeda antiga.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

fruta d'época

jói to the world

terça-feira, dezembro 09, 2008

diz o gestor ambicioso

o ceo é o limite.

'tá tudo molusco

o polvo unido revoltou-se contra o presidente lula que se viu obrigado a mandar intervir a polícia de choco.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

conto de embalar (em embalagem pequena)

«espelho meu, espelho meu,
há alguém mais bonito do que eu?»
o espelho partiu-se
e a princesa morreu.

também tem oliveiras e fica para os lados de belém

há quem assegure que cristo passava horas na esplanada do ccb.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

nefrónio ao quadrado

era tão bom a matemática que até resolvia os cálculos renais.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

obra post-uma

mais uma vez deparava-me com uma situação em que a minha vida se encontrava desprovida de sentido. segundo a minha experiência, uma vida desprovida de sentido, não sendo condição sine qua non para a efectivação do acto suicidário, exponencia o grau de ideação suicida, elevando-o a índices não desprezíveis. pelo menos da primeira vez que me suicidei a minha vida também se encontrava desprovida de sentido. da terceira vez que me suicidei, curiosamente, também. já da segunda vez que cometi suicídio o móbil foi uma dívida contraída no jogo ilegal. não obstante, 66,66667% das vezes em que autoinfligi a cessação da vida, esta - a vida - encontrava-se desprovida de sentido. eu, perspicaz como poucos apesar de toldado pela emoção do momento (não substimemos; o suicídio, embora no meu caso se venha a transformar em corriqueiro, não é empresa que se encare de ânimo leve. parecendo que não, pode aleijar.), logo me dispus a encontrar uma relação fortíssima entre a falta de sentido da vida e a vontade de lhe pôr termo recorrendo a método autoinduzido. e, mais uma vez, foi isso que aconteceu. suicidei-me pela quarta vez num quarto de hotel, não sem antes pagar a pernoita de modo a diminuir o sentimento de culpa pela responsabilidade da limpeza extra a que a secção de higiene se veria obrigada na manhã seguinte. pergunto-me quando parará este hábito - creio que não lhe poderemos ainda chamar de vício, mas lá chegaremos - de me suicidar por tudo e por nada. o facto de não vermos o sentido da vida não significa que o sentido não ande por lá perdido; poderá ser apenas sintoma de um elevado grau de miopia, facilmente corrigível por meio de lentes progressivas. e é essa a razão do meu medo. não temo o dia do julgamento em que, sem qualquer hesitação, me declararei culpado, mas no dia em que o sentido da vida me aparecer diante dos olhos (ou na segunda gaveta da mesa de cabeceira a contar de cima, onde costumam aparecer as coisas que julgava perdidas), peço desculpa se deixo alguém à espera para jantar mas não quero cá estar. é que uma vida sem sentido é uma coisa demasiado bonita para se deixar estragar.

salgadas escrituras

quem nunca atirou uma pedra, que caia no primeiro pecado.

apaguei um post disto. sim, contava apenas com breves minutos de vida (o ex-post, não eu), é certo, mas a verdade é que nunca tinha apagado um post disto, perdoe-se-me a emoção. onde é que isto vai parar? não sei. mas um dia destes perco a cabeça e, em descobrindo como se faz, agendo um post.

sexta-feira, novembro 28, 2008

um fim de tarde no cimo da torre eiffel, um rio a caminhar em direcção ao sol, magia no horizonte. deve haver aqui poesia, caralho.

quinta-feira, novembro 27, 2008

o instituto português da qualidade confirma

este blogue não está de acordo com a norma ISO 9001.

o rastafari mal educado

mandava toda a gente para o diabo que há cá reggae.

contos improváveis

o homem que jogava no euromilhões à segunda-feira casou com a mulher que não gostava de ir às compras.

querido diário

arrisquei começar a noite a cozinhar nacos de soja para o jantar. acabei no mcdrive.

um dia esquisito

como se ir a caminho de um jogo em alvalade não fosse suficientemente estranho, no metro partilhei carruagem com o joão césar das neves.

crónica idiota de um jogo simpático

fui à bola. e fui à borla. ainda não tinha ido ao estádio de alvalade desde que se chama vinte e um (por motivos alheios à minha vontade e ao vosso interesse, numa época da década de 90 cuja exactidão me escapa, vira um sporting-4 salgueiros-1 no «velhinho alvalade»). nem pensava ir, mas um simpático amigo, na impossibilidade de estar presente, passou-me o bilhete para as mãos. à entrada do estádio o simpático segurança perguntou (retórica, é certo, mas simpaticamente) se me podia revistar. já na bancada, enganei-me de lugar e já me preparava para reparar o equívoco quando o simpático efectivo dono do assento disse que não faz mal deixe estar e sentou-se na cadeira ao lado. o jogo começou às 19.45h mas a maioria do simpático «público de alvalade» só chegou já passava das oito da noite, num simpático atraso que poupou milhares de adeptos de ver o sporting a «encaixar» os dois primeiros «tentos» da partida. no que ao jogo diz respeito, o sporting é uma equipa simpática. o paulo bento é um treinador simpático. o barcelona joga com o xavi, o gudhjosen (não me apetece ir confirmar a grafia disto), o hleb e o busquets (quem?) a trocar a bola como quem está entre amigos a jogar um dois-para-dois-balizas-pequenas-muda-aos-cinco-acaba-aos-dez e o paulo bento, num gesto de simpatia extrema, distribui aleatoriamente o romagnoli, o miguel veloso, o pereirinha e o joão moutinho naquela zona a que se convencionou chamar de meio-campo, calhando em sorte ao joão moutinho um inútil lado esquerdo, naquilo que não foi mais do que um simpático desaproveitamento do único jogador do sporting com, digamos, inteligência. os jogadores do sporting retribuiram o simpático gesto do treinador que os pôs a assitir ao jogo do barcelona numa zona privilegiada e deixaram o adversário jogar, sem chatear muito e sem fazer faltas. os defesas do sporting, com inveja dos colegas do meio-campo, também quiseram ver bem o jogo e decidiram que nenhum deles iria marcar o messi, numa simpatia talvez sem precedentes no futebol. o messi, que é um gajo simpático, só passou cerca de dez vezes por cada um deles. numa delas para o simpático henry (que só entrou na área uma vez ou duas, por pura simpatia) fazer o golo. e ao intervalo, o 0-2, era das coisas mais simpáticas a assinalar. o público do sporting, que é amaricadamente simpático, não assobia (ou se assobia logo outra facção reclama contra os assobios) e muito menos insulta os jogadores do sporting. a perder 2-0 em casa, com cerca de meio remate à baliza, a levar um (como é que se chama?) banho de bola daqueles à antiga e nem um insulto aos jogadores. nem um filho da outra, um corram caralho, nada. uma simpatia. na segunda parte, já depois daquele simpático livre (que eu julgava que a partir dos iniciados era proibido) em que o sporting cada vez mais simpático deixou o messi marcar o 3-0 (0-3, pronto, que picuinhas, pá), o guardiola, que é um gajo simpático, tirou o messi (e mais tarde o henry e o xavi - coisa pouca). o árbitro, contagiado pela simpatia de ambas as equipas, considerou que uma bola no peito do marquez era falta. o marquez até este momento não sabia sequer que estava a jogar (já tinha visto na primeira parte o yannick a correr ao pé dele mas não ligou muito). o miguel veloso (o jogador do sporting com menos, vamos lá, inteligência, apesar da concorrência do caneira), num gesto que desafia todas as leis da lógica e da física, conseguiu que o esférico descrevesse uma trajectória livre de perturbações entre o seu pé esquerdo e as redes da baliza. o simpático público de alvalade finalmente gritou, entre a incredulidade do que acabara de ver e o desapontamento pelo adiantado da hora. os defesas do barcelona, que tinham assitido com passividade a mais de uma hora de simpatia do sporting e ao gesto simpático do árbitro não quiseram ficar atrás e deixaram o liedson isolar-se para a baliza. o liedson (recuso-me a dizer levezinho - que coisa mais apaneleirada) retribuiu a simpatia e marcou. a euforia de alvalade durou 10 segundos, até o caneira (depois do golo do miguel veloso o jogador do sporting com menos inteligência), numa simpática mistura entre tchaikovsy e david carradine, tratou de repôr a vantagem da equipa leonina no que à simpatia diz respeito. os jogadores do barcelona, que simpaticamente tinham deixado de correr aos 30 minutos de jogo, passaram a simpaticamente trocar a bola apenas com o objectivo do bojan marcar um golo. como não estavam a conseguir, o rui patrício foi simpático e ajudou. já a perder 5-2 (porra, chato, outra vez. 2-5), os adeptos leoninos trocaram olés a acompanhar as parcas trocas de bola entre os jogadores do sporting. e, pela única vez, trocaram também a simpatia pelo sentido de humor. os jogadores do barcelona que, por recíproca simpatia (ou compaixão), não tomaram aquilo como uma afronta, não marcaram mais golos para não transformar a simpatia numa, como é que se diz?, humilhação, é isso. a dez minutos do fim, a maioria do simpático público do sporting abandonou o estádio (o que perfaz um total de quase meia hora que aquela malta não viu), num gesto de simpatia para com os jogadores do sporting pois assim não eram obrigados a assobiar no final do jogo (ou então o lanche tinha sido fraquinho e o estômago já pedia uma bucha). fim do jogo. ingenuamente pensei que ia ouvir finalmente assobios e insultos aos jogadores do sporting, mas nada. a simpatia (ou resignação e indiferença, neste caso, talvez) imperou até ao fim. foi simpática a festa. o messi joga mesmo muito e é o segundo jogador mais inteligente do mundo. o sporting é tão simpático que não vai a lado nenhum. já a equipa do sul de frança, infelizmente, tem momentos em que mete medo. mas se tudo correr bem também não ganha nada. e é tudo. um abraço deste vosso simpático amigo.

[foi tudo simpático? quase: estava, como é que se diz?, um frio do caralho.]

terça-feira, novembro 25, 2008

o mundo ao contrário

um gajo do benfica e do real madrid vai ver o sporting-barça.

[e juro que ainda não sabia nada disto.]

tinha cara de urso e era tão enfadonho que os amigos lhe chamavam tédio bear.

red alert

já vi daqueles pais natais pendurados nas varandas.

o lado errado da cama

por motivos que não vêm ao caso (metam-se na vossa vida), na mesa de cabeceira ao lado da cama onde acordei no domingo passado estava um livro, chamemos-lhe assim para evitar que o caso se chateie. na capa desse livro dizia o seguinte: Nicholas Sparks Um homem com sorte. apesar do sobressalto, não voltei a pensar muito nisso (no livro, não no caso). mas, com aquela força com que a latência se transforma em epifania, umas horas depois percebo que é isso mesmo. nicholas sparks, um homem com sorte.
nicholas sparks: um homem com sorte. e talvez esta frase quase inocente resuma afinal grande parte da história da literatura contemporânea.

segunda-feira, novembro 24, 2008

promoção

queres ir à borla comigo?

a julgar pela quantidade de vezes que um gajo é enrabado, faria muito mais sentido chamar-lhe procura passiva de emprego.

it's all about the money

há decisões que se impõem: trabalhar, apostar no euromilhões ou aprender a jogar poker.

sexta-feira, novembro 21, 2008

um gajo desculpa-lhe tudo



Scarlett Johansson - innocent when you dream

ideia para programa de rádio

para quê informações sobre o trânsito? eu sei que estou na segunda circular e que há congestionamento. que todos os dias é a recta dos comandos, são os cabos d'ávila, a calçada de carriche (só há uns meses percebi que não era calçada de carris). e o ic 19, junto a rio de mouro. e que entre as seis e as oito da tarde a coisa fica mais preta (e isto não é piada a rio de mouro).
para quê dois a três minutos de inutilidades sobre os sítios onde há muitos carros aglomerados? aliás, os carros, movidos por uma qualquer e estranha força invisível, aglomeram-se sempre nos mesmos sítios e às mesmas horas. enfim, entediam de tão previsíveis.

para quando um programa de rádio, dois a três minutos por hora, com indicações sobre a localização das miúdas giras? eu quero lá saber do eixo norte-sul. eu quero é que me digam, por exemplo, que está uma miúda de olhos verdes e vestido curto na zona da restauração do colombo, ou aquela loira de calças de ganga justas ali na paragem do 42, na ajuda. com especial atenção para as horas e locais de maior tráfego, como o ispa à hora de saída das aulas. isto tudo com um número verde gratuito para troca de informações, claro. isto sim, era serviço ao público.

quinta-feira, novembro 20, 2008

eu também pensava que era impossível baixar o nível disto

o bibi era uma espécie de guterres da pedofilia. era o gajo que arranjava blowjobs for the boys.

por falar nisso

cabo verde é um militar do sporting?

entretanto

a tvi, vá-se lá saber por quê, transmitiu um treino da selecção brasileira. e foi muito giro.

gaffes: é fazer as contas.

assim de repente e de memória, a manuela ferreira leite (que pouco fala mas muito diz) já disse que a paneleiragem não deve casar mas deve fazer outra coisa qualquer, qu'isto do casório ou é para germinar ou não vale nada, que as obras públicas baixam o desemprego de cabo verde e da ucrânia, que não deve ser a comunicação social a seleccionar o que transmite, ou que se calhar seria bom seis meses sem democracia para pôr tudo na ordem. o cavaco, que enquanto primeiro-ministro queria que o deixassem trabalhar e que na campanha pouco abriu a boca, diz que não tem opinião sobre quase nada a não ser que duas pessoas com base na mesma informação devem ter sempre a mesma opinião, mas enquanto presidente quis muito celebrar o dia da raça.

um comunista levanta a voz e lá vêm o estaline e a coreia do norte ao barulho. o sócrates às duas por três é fascista, num claro insulto aos fascistas deste mundo. um presidente da república e uma ex-ministra da educação, ex-ministra das finanças e ex-candidata a primeira-ministra - duas pessoas com claros problemas de convívio com outros seres humanos - dizem estas alarvidades e, no entanto, devido a uma qualquer e insondável moratória, tudo isto não passa de gaffes, lapsos, ou - pasme-se - exercícios de ironia. o dom da palavra não se compra muito menos se nacionaliza, mas neste caso a torpeza oratória parece estar de mãos dadas com a pobreza de espírito e dizer que a manuela ferreira leite se dedica amiúde à ironia é um insulto à ironia. se a ironia desconfia, um dia destes há um líder da oposição a sério em portugal.

quarta-feira, novembro 19, 2008

smells like tinto spirit

ah, a velha e esquecida arte de postar com os copos.

o chefe de culinária amnésico

já não se lembrava como se faziam as batatas de cor e salteadas.

terça-feira, novembro 18, 2008

tudo isto é parvo

o fado é triste porque no fundo não passa de uma foda trocada.

a manuela ferreira leite acha que seria bom seis meses sem democracia. eu sou mais comedido e já me contentava com seis meses sem manuela ferreira leite.

segunda-feira, novembro 17, 2008

um poeta sem talento

alinhava semi-ideias
e chamava-lhes poemas.
mas eram apenas frases
com problemas no enter.

sopa de legumes

será que dá muito trabalho aos senhores que escrevem as ementas dos restaurantes se forem um bocadinho mais específicos?

"quando o mar está calmo, qualquer um é timoneiro".

há coisas para as quais não se está preparado. e durante o relato do sporting-leixões na antena 1, foi citado públio siro.

quarta-feira, novembro 12, 2008

da série: grandes frases para t-shirts

o definitivo regresso ao passado

depois dos militares descontentes e das nacionalizações, um programa do júlio isidro.

cada vez que assumo que não gosto do meu blogue atiram-me, naquele tom como que a desafiar o que intuem como falsa modéstia da minha parte um «então porque é que escreves?» (o que no fundo não passa de uma versão refinada do real "por qué no te callas?"). nunca soube responder(-me) a isto. por que escrevo apesar de não gostar do meu blogue? a questão é que não escrevo apesar de não gostar do meu blogue. escrevo precisamente por não gostar do meu blogue. abro o blogue e não gosto do que vejo. então escrevo mais para deixar de ver o que vejo. até ver, com manifesta ineficácia.

este ano atrasei-me, desculpem lá. bom natal.

não tenho nada contra o facto das ruas e centros comerciais terem decorações de natal desde o fim de outubro desde que, mantendo o raciocínio, as tirem no fim de novembro.

ao cuidado dos grafitters de lisboa









(e por aí fora)

terça-feira, novembro 11, 2008

um filme porno, com a bo derek de chelas.

amazona J.

em que ano é que saiu aquela lei que obriga todos os concursos da noite na rtp a ser apresentados pelo malato ou pelo jorge gabriel?

apito baptizado

carlos xistra, cosme machado, elmano santos, lucílio baptista, olegário benquerença.

o principal problema da arbitragem são os nomes.

segunda-feira, novembro 10, 2008

a paddy ainda não sabe mas passou-me o seguinte desafio:

1. Publicar uma foto pessoal: é escolher uma foto das que andarem por aí. são todas pessoais porque foram tiradas por mim ou, no caso da scarlett, foram tiradas a pensar em mim.

2. Escolher uma banda ou um(a) cantor(a): tony carreira. óbvio.

3. Responder a umas pequenas questões com base em títulos de músicas da banda ou do(a) cantor(a) escolhido no ponto anterior:
a) És homem ou mulher? "sonhos de menino"
b) Descreve-te: "vagabundo por amor"
c) O que as pessoas acham de ti? "deixa-me em paz"
d) Como descreves o teu último relacionamento: "quem esqueceu não chora"
e) Descreve o estado actual da tua relação com o teu namorado ou pretendente: "se acordo e tu não estás"
f) Onde querias estar agora? "sabes onde eu estou"
g) O que pensas a respeito do amor? "
mesmo que seja mentira"
h) Como é a tua vida? "o que vai ser de mim"
i) O que pedirias se pudesses ter só um desejo? "carinha laroca"
j) Escreve uma frase sábia: "é melhor (dizer adeus)"

não há como negá-lo: o paulo bento tem razão. isto já mete nojo. e isto não tem nada a ver com a equipa de arbitragem.

o (d)efeito bradley

também eu prometo muito; nas sondagens todas me acham piada, mas na hora da verdade nenhuma quer nada comigo.

sexta-feira, novembro 07, 2008

sarah palin*

"Africa is a nation that suffers from incredible disease."

o george w., junho de 2001.

quinta-feira, novembro 06, 2008

são os loucos de lisboa (iii)

gajo pendurado, elevador de santa justa.

quarta-feira, novembro 05, 2008

são os loucos de lisboa (ii)

já vi um cheio de gente, com fila até à porta, no jumbo de alfragide*. e há pelo menos outro para abrir ali ao lado dos pastéis de belém. ignoro mas deduzo que haja outros por aí. ir ao starbucks em lisboa faz tanto sentido como ir à telepizza em roma.

*sim, eu sei que não é lisboa-lisboa.

são os loucos de lisboa

eram nove e tal da noite. na rua, um artista de calções e chinelos e uma senhora que falava com o cão no fim da trela e o tratava por você.

o outro 4 de novembro

tinha um objectivo para hoje: não pôr aqui uma foto do obama. mas só para mandar o dabliu mais para baixo, passo.

and we won't forgetive you

a grande notícia da noite (para mim)

o ralph nader afinal candidatou-se.

terça-feira, novembro 04, 2008

dos contentores

não tenho qualquer opinião sobre os contentores, mas tudo o que seja limitar a vista para a lisnave parece-me positivo.

segunda-feira, novembro 03, 2008

é um escândalo isto não ser notícia de abertura dos telejornais

eu quero lá saber da nacionalização do bêpêéne ou que as forças continuem armadas em parvas.

o passe do aimar, caralho, o passe do aimar.

oh, bama.

se por acaso (ou intervenção divina) o obama não ganha, a excessiva cobertura extra campanha (com expoente máximo nas reportagens dum enviado especial da rtp já na aldeia do quénia) vai fazer tanto sentido como falar da alemanha no mundial de 86.

ar de parvo

por que é que 1000 ares se dizem 10 hectares e não 1 kiloare?

dissionário alternativo #7

alpista: seguidor do alpismo, religião fundada nos finais do século xx, com base na crença de que é possível escalar os alpes de bicicleta. teve o seu maior profeta em marco pantani.

mash up

uma mistura entre beatles à frente e tony carreira atrás.

tenho um cabelo ridículo.

sábado, novembro 01, 2008

não consigo desejar muito mal às pessoas.

que o diabo seja zarolho, tenha uma otite, e seja gago, vá.