quinta-feira, abril 02, 2009
só.
quinta-feira, março 19, 2009
suicide notes #1
there's time.
and if there's not
that's all right
too.»
and i can't break the chain
o joão pede-me 6 verdades e 3 mentiras. a m., 16 coisas - dezasseis - aleatórias sobre mim. não conheço dezasseis coisas aleatórias sobre mim e nunca tive jeito para dizer verdades. sou um gajo sem idiossincrasias, o que me impossibilita a resolução eficaz de tamanha empreitada. no entanto, nunca fui ao dentista. não sei se conta.
o andré benjamim já não se lembra, mas, vai para quase um ano, instava-me a enumerar seis canções seis marcantes da minha vida. fica uma, em jeito de resumo.
segunda-feira, março 16, 2009
sexta-feira, março 13, 2009
quinta-feira, março 12, 2009
quarta-feira, março 11, 2009
atenção: pode conter spoilers.
no filme que vi ontem, narrava-se com mestria a história de james. james é um homem apaixonado. james e michelle mantêm uma relação especial para a época (a acção do filme decorre na américa conservadora dos anos setenta). james, apesar dos constrangimentos subsequentes ao preconceito que a sociedade revela perante o homem moderno, não se inibe de mostrar o seu amor por michelle, sua companheira de longa data, várias vezes por dia e em diferentes divisões do seu minúsculo t1. james e michelle surgem aqui como uma personificação de uma classe média baixa, explorada e que, impossibilitada de se exprimir livremente na rua, o tem que fazer no recato do lar. o drama da exploração das mulheres por uma sociedade maioritariamente machista é-nos relatado de uma forma exímia pela personagem de michelle. mulher lutadora que, para garantir a sobrevivência, se vê obrigada a acumular diferentes profissões. michelle é cozinheira durante o dia e enfermeira à noite. ao fim de semana michelle é polícia, numa bonita metáfora premonitória da forma como as mulheres acabariam por integrar um mundo até então reservado aos homens. mas o drama de james não é apenas familiar. james é um operário da canalização que se revolta contra a exploração e subtracção de direitos que o sistema capitalista lhe impõe, e que, com o ímpeto subservivo dos resistentes, não abdica de lutar pelo direito à felicidade e prazer no trabalho. numa destas acções com um fundo metasindicalista, james é obrigado a fazer horas extraordinárias não remuneradas ao domicílio e acaba por se envolver com rebecca, uma atraente secretária a cujos encantos james se viria a render. james regressa mais tarde a casa de rebecca, já em horário de expediente (e dia de folga para ela), e acaba por se envolver de uma forma arrebatadora numa relação extraconjugal. nesta altura o drama interior de james intensifica-se. james é um homem dividido: amargurado pela possível reacção de michelle, mas preenchido no seu espírito aventureiro. é sempre claro que james sente algo por rebecca. james não é indiferente à forma carinhosa com que rebecca grita o seu nome, chegando mesmo a tratá-lo por jimmy. james é, todavia, um homem honesto e revela o seu segredo a michelle. michelle, muher corajosa desde o início, revela-nos mais uma vez uma mentalidade pouco habitual, novamente rompendo com os convénios sociais e não só aceita a relação de james com rebecca, como acaba por partilhar o seu afecto por rebecca, numa arrebatadora cena final que comoveria o charles bronson. é a enternecedora vitória da liberdade, a vitória do amor sobre todas as coisas. não sei se se nota, mas este foi um filme que me tocou muito.
segunda-feira, março 09, 2009
este país não é para velhos (2)
- if i die, tell mom i love her.
- llwelin, your mom is dead.
- well, then i tell her.
domingo, março 08, 2009
sábado, março 07, 2009
sexta-feira, março 06, 2009
o meu lado conservador (reprise)
now i wanna be your dog
quinta-feira, março 05, 2009
nem tudo são más notícias
terça-feira, março 03, 2009
tu, môr.
humor inteligente: o einstein escorrega numa casca de banana. muitas vezes incompreendido, não requer explicação para pessoas inteligentes.
humor negro: o nino vieira escorrega numa casca de banana. humor muitas vezes confundido como sendo de mau gosto e racista, mas não tem nada de racista.
humor ácido: escorregar numa casca de banana e cair de cara num frasco de ácido sulfúrico. um tipo de humor muito apreciado no sul de itália e pelo mickey rourke.
humor físico: o eisntein a escorregar numa casca de banana. há quem não considere isto como humor físico, mas é tudo muito relativo.
da estupidez enquanto argumentário
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
sim, taxe.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
há umas semanas escrevi isto e enviei para a minguante. como boa revista que é, a minguante não publicou esta treta.
baltazar tinha tanto azar na vida como no nome.
em jovem sonhava ser futebolista. entrou em campo com o pé direito. saiu lesionado.
mais tarde quis ser actor. os colegas desejavam-lhe muita merda, mas sempre depois da actuação.
estava tão convencido do azar com que tinha sido baptizado que se suicidou naquela quinta-feira 12.
terça-feira, fevereiro 17, 2009
sábado, fevereiro 14, 2009
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
diálogo verídico que eu acabei de inventar
- o que é que estás a fazer?
- a ler.
- sim, mas o que é que estás a ler?
- a ler.
- 'tá bem, mas estás a ler o quê?
- a ler.
- não sejas pateta, pá. estás a ler o quê?
- a ler. a revista.
- sim, mas que revista?
- a ler.
- oh, vai-te foder.
- também não é preciso seres ordinário.
domingo, fevereiro 08, 2009
o que também faria sentido para enfrentar a crise
tresleio sempre aquilo do bloco de esquerda como: juntar forcas.
sábado, fevereiro 07, 2009
road show
adivinha quem voltou
só para avisar os mais incautos (que os há - oh!, se os há) que o enorme José Bandeira publicou mais aventuras do Rufino. o mais incrível é não ser preciso pagar para ler coisas destas:
"Rufino tentou o solipsismo, mas as outras pessoas não paravam de existir."
ainda - e sempre - as lágrimas do federer
cheguei a ter aqui escrito no lugar da presente, uma frase a tentar provar que as lágrimas do federer - imaginem a piroseira - eram as lágrimas de um pirata que, sentado na costa, vê o barco conquistado afundar-se ao longe, em alto mar. umas lágrimas de impotência perante o irreversível.
no wimbledon de 2007, federer despediu o discurso de vitória com um premonitório e certeiro «before rafa takes it all». federer conquistou o barco antes do previsto e agora vê o tempo a escapar-lhe. lei da cruel vida para um pré-reformado; requintes de injusta malvadez aos vinte e sete escassos anos. federer é um homem claramente aborrecido. sem barcos para conquistar foi passear para a praia. agora, as nuvens negras carregam a imagem de um rafa taking it all e desenham a sombra de um sampras inatingível. o alto mar, visto da costa, é um lugar inacessível. federer é um homem claramente aborrecido. como é que federer resume isto tudo? com um simples, e certeiro, claro: «this is killing me», australia 2009. federer é um homem aborrecido. com a vitória, com a derrota, com o jogo. com a vida. ganhará jogos (quiçá finais) a nadal. ganhará grands slams. acabará por bater baterá o record de sampras com a naturalidade de sempre. (record esse que será depois batido - ou mesmo posteriormente pulverizado - por nadal; outra conversa). nem que seja ao ritmo de um grand slam por biénio, federer fará isso tudo, é certo. mas há algo do federer que conhecemos que morreu na australia, melbourne, 2009. as lágrimas do federer são as lágrimas de um génio. ele viu, muito antes de nós, ali, a sua morte. e sentiu-a. e chorou-a. agora está morto e ninguém espera que o pirata morto vá navegar de novo. mas também ninguém espera que um pirata se chame federer.
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
domingo, fevereiro 01, 2009
quarta-feira, janeiro 28, 2009
terça-feira, janeiro 27, 2009
segunda-feira, janeiro 26, 2009
sobrevalorizadas
lição de condução (iii)
a vida é uma passagem de nível. sem guarda. no fundo a vida é um jogo do super mário.
conto (a)variado
(não cont.)
é reconfortante saber que o álcool em coimbra continua bom
e, antes que me esqueça, um abraço ao miguel cardina.
terça-feira, janeiro 13, 2009
adolescência sofrível, passe o pleonasmo.
fui o alvo dos teus raios
te partam, em cheio,
parece impossível.
fui caindo no vazio
de uma rima previsível,
puta que pariu.
fizeste promessas, mentiras,
nem tiras nem pões
as mãos no fogo, lento,
futuras traições.
eu quero, mas não sei se devo.
e entre o deve e o haver,
o leve e o lazer.
agora foges, ó topete
debaixo dos pés, pelas mãos
que apertam
o nó na garganta.
afunda a cruz ao fundo do túnel,
carreguei, não vi a sacra
mas o calendário não engana
e todos os dias
são sexta-feira santa.
(que pouco dura a emoção,
tão pouco cura o coração.)
eu quis fintar a saudade
mas nunca fui bom no um p'ra um.
depois da bonança, tempestade
e o jogo adiado, ad eternum.
ainda quero, mas não sei se devo.
e entre o deve e o haver,
o breve e o prazer.
a vida é só isto
e pouco mais nada:
afago as mágoas
num copo de tinto.
absinto muito
e glórias passadas
a ferro, mortas,
sepultadas
e fósseis,
elos perdidos
a meio do caminho,
uma espécie de jogo já extinto.
(lembras-te?)
entre uma casa
comigo, imberbes, petizes,
ficávamos no meio da rua
da amargura, e felizes.
hoje quero, mas sei que não devo.
e entre o deve e o a ver,
que breve é o prazer.
e ora eu, ora tu
muitos oras depois,
eu roma e tu atenas.
o eterno jogo: ódio-amor.
dois para dois,
balizas pequenas.
segunda-feira, janeiro 12, 2009
o problema
(no entanto, quanto mais tempo em recessão, mais cresce o produto interno bruto).
frases que infelizmente um dia vamos esquecer
sexta-feira, janeiro 09, 2009
quinta-feira, janeiro 08, 2009
tempo-espaço
a juventude estava perdida. entretanto apareceu o gps.









