quarta-feira, novembro 14, 2007

não sei se é mais parvo tantos hífens no mesmo texto ou a palavra "gnu" em itálico. ou um título tão grande.

o mundo - e isto parece-me absolutamente, indiscutivelmente e mais um ou outro advérbio de modo aqui aplicado de modo a que o corrobore, consensual - está perto do fim. um fim que chegará antes que o al gore, a energia eólica ou os bio-combustíveis sejam capazes de nos salvar. a humanidade - termo assaz ambicioso que, em sentido lato e não figurado, designa todos os elementos da espécie humana excepto os chineses, e pulgas me infestem este corpinho se há aqui um pingo que seja de xenofobia, isto é assim e pronto, porque no final ficarão as baratas e os chineses, cuja estratégia de povoação do planeta em manada qual gnu a fugir dos crocodilos os fará sobreviver quando só as baratas forem alimento disponível - definhará em breve às mãos da escabrosa destruição do ambiente, da guerra, do aumento do preço do petróleo ou, se quisermos ser alarmistas, de males maiores como os comunistas, o regresso do santana lopes e o aumento do preço da castanha assada para quatrocentos paus a dúzia (pelo menos ali em frente à brasileira - o café, não a marcineide - ontem por volta das seis da tarde). toda a sociedade tal como a conhecemos, assim como qualquer amostra de civilização, desaparecerão para todo o sempre e por mais alguns anos até. os pilares fundadores da convivência fraternal entre os povos ruirão irremediável e irreversivelmente. dir-me-á a perspicaz, atenta, céptica, sensata e positivista leitora que há salvação, não só etérea como manifestamente física e real, que a paz se sobreporá, que a poluição cessará e que o lince ibérico se safa, que o cláudio ramos não voltará a falar em público, que os criminosos serão julgados e que este calhau pseudo redondo embrulhado em placas tectónicas será o palco da nossa peça por muitos milhares de milhões de anos, que respiraremos saúde e conviveremos na mais harmoniosa luxúria e sob o efeito das mais variadas drogas em breve legalizadas. eu digo que não, que gostei muito do seu discurso, cara interlocutora imaginária, mas que não. não temos hipótese. isto está tudo lixado. e não que eu precise de provar o que digo - afinal fui eu que a imaginei, cara interlocutora, e não o contrário - mas digo que o paco bandeira lançou um cd novo, se porventura dúvidas ainda houvesse.

10 Comments:

Anónimo said...

Deixa lá, pá, estás assim por causa dos 120 euros, mas olha que essa história do gnu em itálico também me faz espécie.

João Gaspar said...

caro anónimo, pá, raramente respondo a anónimos, pá.

queira, no entanto, definir esse "assim", se fizer o obséquio, de modo a consubstanciar o comentário sobre o meu estar.

antecipadamente grato,

joão.

nuno said...

caga na mitigação. adaptação rula! quioto pò caralho!

e sabes bem que falo a sério quando digo essa coisa de quito e do caralho.

http://www.nature.com/nature/journal/v449/n7165/full/449973a.html

gostei mesmo deste artigo. posso não concordar com muito dele, mas tem um nível de importância como marco histórico tão grande como o nobel do outro.

nuno said...

"de quito e do caralho", perdão. não và algum gajo là do meio do mundo ficar ofendido.

José Luiz Sarmento said...

O anónimo sou eu.
Optei pelo anonimato no meu comentário anterior porque o blogue o permitia e porque, dirigindo-se a sua mensagem «à leitora» e não «ao leitor», preferi não me identificar quanto ao género.
O «pá» e o tratamento por «tu» são um exercício de estilo.
A questão do «assim» é que é mais difícil. Vou ter que pensar antes de lhe responder, e como sou um pouco lerdo da ideia isso é capaz de demorar um bocado.
Mas o que não me sai da cabeça é o gnu. Mais do que os hífenes, vá-se lá saber porquê.

João Gaspar said...

a ironia do meu "pá" e o tratamento cordial também eram um (ou seriam dois) exercício(s) de estilo. (infelizmente, assim como a leitora)
queria muito que o anónimo consubstanciasse o comentário, pelo que me parecia descabido usar "consubstanciar" e tratamento por tu na mesma frase.

deixando-me de estilismos, trata-me lá por tu, se fazes favor. e pensa nisso. porque o "assim" enquanto modo em que me escontro tem muito por onde pensar e é algo deveras difícil de explicar.

quanto ao gnu, não faço ideia por quê mas quando cheguei ao fim do texto estava em itálico, o que me intrigou bastante. gosto da palavra gnu. já o bicho é ridículo. mas é talvez a única palavra de 3 letras que conheço que acaba em "u" antecedido de duas consoantes. (pausa para pensar noutra palavra congénere)

no fundo, com tanto palavreado desconexo, o que eu queria mesmo dizer ao mundo é que o paco bandeira lançou um cd novo, assunto sobre o qual, assim que me surgir nova oportunidade, não deixarei de me debruçar.

um abraço!

Jp said...

Eu logo vi que isso era pretexto pra falares do CD!
É por essas e por outras que não compro 1 CD desde 2003 (e mesmo esse não foi grande coisa, mas mesmo assim melhor do que se vê hoje em dia nos tops!).
E não, não saco música da net. Não que seja um cordeirinho do Sr. Ulrich, mas porque hoje em dia não há música a ser lançada que mereça tal nome.
Merda pra isto tudo, digo eu.
Se descubro quem contaminou a câmara de cultura de células do Zoológico com leveduras e me fez deitar 3 meses de trabalho pró lixo tá fodido, mas com F grande.

João Gaspar said...

eu acho que me lembro dum cd que comprares aqui em tempos para oferta, mas o que lá vai, lá vai.

noto bastante desilusão quanto ao mundo da música, se quiseres mando-te uns quantos links e vais ver que até nem estamos num ano muito mau. mesmo na vertente não tanto underground, há bons exemplos. assim de repente:

interpol, cd novo e um concerto que não fui ver.
editors, cd novo (muito bom) e amanhã um concerto que, se tudo correr bem, vou ver.
eddie vedder a solo, into the wild ost.
bruce the boss, e o magic.
arctic monkeys.
o regresso dos smashing.
os arcade fire.
...

diria até que tem sido um ano muito bom, a comparar com uns quantos anteriores.

admito que não estou a par das novidades ao nível do heavy-metal, mas, segundo me consta, os metallica não lançaram nada de novo este ano (ou se lançaram não sei, o que vai dar ao mesmo), o que me parece bastante positivo para o ano.

;)

João Gaspar said...

quanto ao azedume em relação ao gajo (ou gaja) das leveduras, espero que o apanhes e lhe torças os apêndices testiculares. se for miúda, faz o que tens a faer, com F grande.


e é sempre um prazer para esta caixinha de comentários servir de receptáculo para a bílis que descarregas.

nuno said...

então e os acid mother's temple? andam em digressão pela europa este ano, o que instantaneamente transforma este ano num dos melhores anos entre os últimos anos.

e jp, meu caro, se quiseres mesmo sacar umas coisitas da net, assim sò naquela pa ver como é que é, saca a discografia completa dos stones. jà dà para entreter. e sim, tou a falar a sério.