sábado, abril 11, 2009

eu cá não sou de intrigas, mas este filme é uma obra-prima do caralho.


«Everything is more complicated than you think. You only see a tenth of what it’s true. There are a million little strings attached to every choice you make. You can destroy your life every time you choose. But maybe you won’t know for twenty years and you never, ever trace it to its source. And you only get one chance to play it out. Just try and figure out your own divorce. And they say there is no fat, but there is. It’s what you create. And even though the world goes on for eons and eons, you are only here for a fraction of a fraction of a second. Most of your time is spent being dead or not yet born. But while alive you wait in vain, wasting years for a phone call, or a letter, or a look from someone or something to make it all right. And it never comes. Or it seems to, but it doesn’t really. So you spend your time in vague regret or vaguer hope that something good will come along. Something to make you feel connected, something to make you feel whole, something to make you feel loved. And the truth is… I feel so angry… And the truth is… I feel so fucking sad. And the truth is, I’ve felt so fucking hurt for so fucking long. And for just as long I’ve been pretending I’m okay, just to get along, just for… I don’t know why. Maybe because no one wants to hear about my misery, because they have their own. Well, fuck everybody. Amen.»

[Synecdoche, New York. Charlie Kaufman, 2008.]

6 Comments:

JB said...

Tenho andado a adiar, a adiar, porque tenho sempre reservas com estas coisas. É como com o Christopher Doyle, fui ver o Paris je t'aime por causa da curta dele e, enfim, é uma merda. Das piores do lote, o que até era difícil.

É como o Michel Gondry. Fez o Human nature e o ESOTSM, e foram ambos excelentes (Kaufman por trás, eu sei), mas depois fez aquele do sono, com o Gael e a outra tipa curtida, e aquilo saiu, enfim, um cocó (como aquele que sai no euromilhões (fiquei fã desse post, não sei se comentei na altura)).
Bom, como grande fã que sou do Kaufman (o Adaptation é mesmo, mesmo, mesmo genial, não é? Não entendo muito bem porque não se fala mais nesse filme), e graças às tuas sábias e espectaculares palavras, perdi o medo, e verei o filme. Verei sim, senhor.

João Gaspar said...

já não me lembro qual das curtas do paris je t'aime é do doyle. lembro-me que gostei só de duas ou três curtas disso. gostei muito da curta com a natalie portman e o cego por causa da natalie portman. e gostei da curta que tem o steve buscemi no metro já não sei porquê.


não vi o cocó dos sonhos. mas o gael estava ontem (ou um dia desses assim) a cantar uma música na rádio, em dueto já não sei com quem. a ver se vou pesquisar sobre isto em breve.
o eternal sunshine, até prova em contrário, é do kaufman.
assim como o adaptation.

o synecdoche é mesmo muito bom, pá. quer dizer, gostei mesmo muito. o que nem sempre é sinónimo. mas neste caso confere.

um abraço, pá.

menina limão said...

foda-se, joni. eu não precisava de ler isto a esta hora.

Morrer em Magenta said...

Tenho este filme também,mas ainda não vi...vai já para o topo na lista de espera. Parabens pelo blogue. Não conhecia...uma lufada de ar fresco.

João Gaspar said...

uma lufada? espero que não cheire.

quanto ao filme, é ver, é ver. a minha opinião é falível, mas em não gostando não se aceitam reclamações.

;)

lili said...

Roubei-lhe este post.