quinta-feira, abril 12, 2007

instituto do desemprego e deformação profissional

há quase dois anos inscrito no centro de emprego (de coimbra, à época), os competentíssimos senhores que por lá andam comunicaram três vezes com este humilde escravo do trabalho. a primeira por carta, em convocatória para uma reunião para elaboração do plano pessoal de emprego ou coisa que o valha. a segunda, também via ctt, a anunciar que a minha inscrição tinha sido anulada por falta de comparência à dita reunião.

só que por acaso eu não tinha faltado ao profícuo encontro, mas o papelinho com a convocatória que tinha entregue na chegada à senhora do guichet nº3 ter-se-ia extraviado. enfim, pormenores.
actas das reuniões? modernices. assinatura de uma folha de presenças? falsificável. um aviso prévio a expôr a alegada irregularidade? ná, a senhora do guichet nº3 não se engana. a minha palavra a explicar tintim par tintim a reunião? hum, podia ter lá um amigo que me tivesse contado. arruma-se é já com este gajo que é para ele não ser parvo e a nossa competência ser glorificada pela diminuição do número de desempregados inscritos.
ao fim de semanas de violência verbal a roçar a física e ameaças por escrito (para lisboa, úúú... que lisboa lhes mete medo) de processar aquela merda toda lá perceberam que eu não estava a gozar. e afinal continuava inscrito. (oh, glory!)

um ano e meio depois, abro incauto o e-mail. e entre os aumentadores penianos, o IEFP como remetente de uma mensagem na inbox (olha, o simplex!). diligentemente me comunicam que devido às novas oportunidades a judite de sousa não atende atrás de um balcão, e eu posso finalmente concluir o secundário.

muito muito obrigado.

2 Comments:

Anónimo said...

eles têm de manter o desemprego, senão ficam desempregados

M.Ferreira said...

Por razões de segurança escrevi o post anterior assinando anonimamente.E por razões de estupidez nata estou a dizê-lo agora.