sexta-feira, julho 06, 2007

sbsr #3 - a análise possível

anselmo ralph - anselmo who?

micro audio waves
- não deu para aquecer.

x-wife
- o puto faz-se.

the gossip
- quilos e talento muito mal distribuídos. a gorda do vozeirão que se ouvia em alcochete terá um futuro melhor quando deixar de ser acompanhada por uma guitarra e uma bateria ainda piores que os white stripes.

tv on the radio
- pura energia. numa amálgama (palavra que passarei a utilizar mais amiúde) de ritmos nem sempre fácil de conciliar. e o vocalista tem um tique esquisito com a mão que não segura o microfone - a esquerda - assim como quem está ineterruptamente (ou interruptamente? não sei.) a enxotar moscas.

scissor sisters
- time to dance again. ritmo, gritos e libertinagem. ela disse "mostrem as mamas" (quase em português). ele mostrou o rabo. escusado.

interpol
- a justificar aquelas quatro letrinhas que dão o último nome ao festival. apesar do cabelo à cascais do vocalista e do handicap que é ver só com um olho de cada vez que o mesmo hair style acarreta, rock do puro. sem surpresa o melhor guitarrista do festival (não vi metallica). e talvez o melhor concerto. talvez. vou ali discutir um bocadinho comigo próprio para me decidir, porque até agora - e são 3 da manhã - estão ex-aequo com arcade fire*. mas não sobrevivo muito tempo com esta dúvida. depois aviso.

underworld
- lá ao fundo. on my way back home. eu poderia começar a disparatar por que diabos contratam os underworld para fechar depois dos interpol. ou por que diabos (será pelos mesmos?) contratam os underworld para um suposto rock. mas depois os senhores da organização dir-me-iam que assim ficam com um dia mais eclético (eufemismo para: nós queremos é encher isto com muita gente diferente e fazer muito dinheiro. tá calado, pá!) e eu teria de me calar.


* espero que este senhor não me oiça a dizer isto.

5 Comments:

AMC said...

Esclarecido, João.
Os Interpol são das poucas coisinhas que ainda se vão aproveitando hoje em dia [velho, de 35 anos a falar que cristalizou nos Pixies, Nirvana, Radiohead para já nem falar dos gigantes Joy Division & Cia. Lda.
Abraço

Francisco Bairrão said...

João, como prometeste dissipar a dúvida em breve, espero pela redenção... ;)

João Gaspar said...

Francisco, é um exercício do diabo.

Acho que me fico com o empate até sufocar. É difícil, gostei dos dois concertos. Se bem que assenta melhor aos Arcade Fire o ambiente festivaleiro. Um concerto só de Interpol (em podendo vou ao Coliseu) deve ser muito melhor do que aquilo que ali aconteceu. E o mesmo não me parece que se aplique a um concerto apenas de Arcade Fire. Os Arcade Fire actuam para o público, talvez demasiado. Os Interpol tocam, e é o público que vai ao encontro deles. E serão muito melhores quando o Paul Banks aprender a comunicar sem ser através do estilo.


E mais uma redenção que fica por fazer. Estou tramado.

João Gaspar said...

André,

E que bem cristalizado que isso está!

A essas poucas coisas novas que ainda se vão aproveitando, junto (e à cabeça) os Strokes.

E por falar(es) nisso, acho que os Radiohead têm álbum novo prometido há séculos.


Abraço.

Jp said...

Lamento, mas o melhor guitarrista de todo o festival já se sabia qual era, mesmo antes do início do act 1: Joe Satriani. Um concertão. Um gajo a lembrar o Abrunhosa (careca, óculos de sol apesar das 22h já terem escondido o sol à beira-tejo), apesar do facto que o Abrunhosa ao lado deste jovem ter tanto talento como o Zé Cabra.
Vi coisas que não pensei serem possíveis de serem feitas com uma guitarra. Se nºao estivesse completamente deleitado ao ouvi-lo, era capaz de ter saltado para o palco e tê-lo agredido por estar a gozar tão descaradamente com as minhas "capacidades" (entre aspas, não porque toque mal, mas porque não sei o que é uma guitarra ao lado de tal senhor) de guitarrista.

P.S. O concerto do festival (apesar de ter presenciado apenas 25% deste) foi sem dúvida o dos Metallica. Poder, força, melodia, paixão e um puro sentimento de euforia (quasi-orgásmico) atravessaram sem dúvida cerca de 50.000 pessoas. E mesmo que tal não tenha acontecido, aconteceu comigo. Os outros que escrevam por eles. Muito, muito bom. Excelente, diga-se. Sem papas na língua, a satisfazer os (e as, diga-se! Cada vez mais metaleiras, algumas bem jeitosas)verdadeiros(as) fãs ao tocar um set de quase 3 horas de músicas "old school", dos mais antigos (e melhores, diga-se) albuns, que mais há a dizer? ...

P.P.S. - Tentar imitar o autor do blog, uma vez que ele não pode me acompanhar a esse act 1:

Men Eater - Não vi, lamento. Nem toda a gente pode morar em Lisboa.

More than a Thousand - Uma demonstração de que "O que é nacional é bom". A seguir.

The Blood Brothers - Fraquinhos. Muito fraquinhos. Completamente fora de lugar. Fizeram tanto sentido neste cartaz como os Incubus no Rock in Rio. Só o vocalista (o loiro) proporcionou-me o meu maior desejo de pancadaria da noite (e eu que sou calminho!).

Mastodon - Não sei, o céu caiu-me em cima (ou terá sido o mosh mais violento que este planeta já viu??). Mas acho que foi bom, do que ouvi nos poucos momentos em que não lutava pela minha vida gostei.

Stone Sour - Muito bom. Gostei especialmente do Corey Taylor, da sua voz e de ver a cara dele sem a máscara que usa quando está nos Slipknot. Bom concerto, pesadote mas com um feeling de entrosamento palco-público que não deixou ninguém indiferente.

Joe Satriani - Se estivesse sozinho em palco era igual. One man show, fenomenal. Que guitarrista!

Metallica - Do I need to say more?